Faltando poucos dias para as festas de final de ano, a procura por gêneros alimentícios, principalmente pelas tradicionais frutas de época natalina e de outros produtos, deve aumentar. No entanto, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira (22), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômico (Dieese/PA), a maioria dos produtos teve os preços elevados, em grande parte, com reajustes acumulados cima da inflação dos últimos 12 meses, estimada em torno de 11%. Frutas secas chegaram a ter alta de mais de 50%.
O levantamento realizado pela entidade, no período de 13 a 17 desse mês, aponta que, com a alta significativa do dólar este ano, a maioria dos alimentos que compõem a ceia nesse período, principalmente, os importados, em especial as frutas de época, ficou bem mais cara que no mesmo período do ano passado.
Frutas
Na grande Belém, o quilo da ameixa seca disparou 56,39%, em relação ao mesmo perído do ano passado, seguido pelo aumento das frutas cristalizadas, com 56,15%, e do pêssego nacional, com alta de 42,89%. Já a maçã verde teve reajuste de 35,66%, seguida da castanha portuguesa, com alta de 32,66%, e da nectarina, com aumento de 30,2%.
Outras frutas comercializadas nesta época do ano também aparecem nas prateleiras com preços elevados, como é o caso da castanha-do-pará, com aumento de 28,97%; melão amarelo, com alta de 20,9% o quilo; a pera d’anjour, com aumento de 18,87%; maça argentina, com alta de 5,28%; e do damasco seco turco (La Violetera), com pote de 170g reajustado de 3,38%.
Bacalhau
Ainda de acordo com pesquisas do Dieese/PA, o tradicional bacalhau também está bem mais caro neste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado. O quilo do bacalhau do porto, por exemplo, que na terceira semana de dezembro de 2020, custava em média R$ 103,43, este ano está sendo comercializado, em média, nos supermercados da capital a R$ 130,67 com os preços variando entre R$ 129,00 a R$ 134,00 e com um reajuste acumulado de 26,34%.
Azeite
Outro item muito utilizado no preparo das comidas neste período é o azeite. O levantamento do Dieese/ Pa aponta que a garrafa do azeite de oliva da marca Galo de 500 ml está sendo vendido, em média, a R$ 24,63 nos supermercados da capital. No mesmo período do ano passado, esse mesmo produto foi comercializado, em média, a R$ 20,59 com um reajuste acumulado no período de 19,62%.
Peru
O levantamento revela ainda que o peru ficou bem mais caro neste ano, se comparado ao ano passado. O quilo do produto da marca Sadia, por exemplo, está sendo comercializado, em média, nos supermercados da capital, a R$ 22,86. No mesmo período de 2020, estava sendo vendido, em média, a R$ 20,61, o que significa um reajuste acumulado de 10,92%. Já o quilo do chester da marca Perdigão está sendo vendido, em média, a R$ 21,61, com um reajuste de 16,94% em relação aos preços praticados no mesmo período do ano passado.
Pernil
No caso do pernil da marca Sadia com osso, pode ser encontrado nos supermercados de Belém, em média, a R$ 29,76 o quilo. No mesmo período do ano passado, o produto era comercializado, em média, a R$ 26,70 o quilo, com reajuste acumulado de 11,46%.
Frango
O Frango, tanto o congelado, como o resfriado, passou a ser uma das opções para a tradicional ceia de Natal, principalmente em função do preço mais baixo que produtos como peru, chester, bacalhau e pernil. No entanto, se comparado ao mesmo período do ano passado, o valor do produto, segundo o Dieese/Pa, também ficou bem mais caro em 2021.
O quilo do frango resfriado da marca Americano está sendo comercializado, em média, a R$ 12,20. Já no mesmo período de 2020, o mesmo produto estava sendo vendido, em média, a R$ 10,02 com um reajuste acumulado de 21,76%.
Panettone
No caso especifico dos panettones, produto também muito consumido nesta época do ano, estão sendo comercializados para todos os gostos e com vários preços. Em relação ao mesmo período do ano passado, também estão mais caros e podem ser encontrados em supermercados, padarias e lojas.
De acordo com a entidade, de uma maneira geral, todos os supermercados já estão trabalhando com estoque máximo e com isso, é possível que ainda aconteçam várias promoções nesses dias que antecedem o Natal. O Dieese/Pa recomenda que os consumidores sempre pesquisem antes de comprar, pois a diferença de preços de um mesmo produto entre os vários locais, pode ultrapassa os 30%.
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