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CRÉDITO

BNDES já aprovou R$ 452,5 milhões em crédito para empresas do Pará

Estado concentra recursos do Plano Brasil Soberano, que soma R$ 681,3 milhões aprovados na Região Norte e R$ 32,6 bilhões no país

O Liberal

13 de outubro de 2026 às 19:11

Fchada da sede do BNDES, no Rio de Janeiro (RJ)

Fchada da sede do BNDES, no Rio de Janeiro (RJ) ( Foto: Agência Brasil )

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aprovou R$ 452,5 milhões em crédito para empresas do Pará por meio do Plano Brasil Soberano, desde o lançamento do programa, em setembro de 2025. O montante representa a maior parte dos R$ 681,3 milhões aprovados para a Região Norte. Em todo o país, as aprovações somam R$ 32,6 bilhões.

O programa foi criado para apoiar empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos e, posteriormente, ampliado para contemplar negócios ligados a setores considerados estratégicos para a economia brasileira e empresas impactadas por tensões geopolíticas e instabilidade internacional.

As linhas de financiamento incluem recursos para capital de giro, capital de giro para exportação, aquisição de máquinas e equipamentos e projetos de investimento. As iniciativas podem envolver ampliação da capacidade produtiva, inovação tecnológica e adaptação de produtos e processos.

“O Brasil Soberano é uma resposta do Estado brasileiro à altura dos desafios impostos pelo tarifaço e pelas tensões geopolíticas”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

Nova fase já aprovou R$ 93,2 milhões para o Pará

A terceira fase do Plano Brasil Soberano, lançada em julho de 2026, já teve R$ 93,2 milhões em propostas de crédito de empresas paraenses aprovados pelo banco. Desse total, R$ 90 milhões são destinados a capital de giro e R$ 3,2 milhões à aquisição de máquinas e equipamentos.

No Brasil, as propostas recebidas nessa etapa somam R$ 14,1 bilhões. Desse montante, R$ 5,4 bilhões já foram aprovados, distribuídos entre três grupos de empresas elegíveis ao financiamento.

O primeiro grupo reúne negócios afetados pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano e seus fornecedores. O segundo contempla setores industriais considerados relevantes para o comércio exterior, como os segmentos têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, de máquinas e equipamentos, minerais críticos e fertilizantes.

O terceiro grupo abrange empresas exportadoras e fornecedores que atendem países do Golfo Pérsico, entre eles Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein e Omã.

Quem pode solicitar o financiamento

As condições de acesso ao crédito variam conforme o grupo de enquadramento da empresa. Para negócios afetados pelas tarifas dos Estados Unidos, por exemplo, é necessário que as exportações dos produtos contemplados para o mercado norte-americano tenham representado pelo menos 1% do faturamento bruto no período de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025.

Para empresas exportadoras destinadas aos países do Golfo Pérsico e seus fornecedores, o critério considera participação mínima de 1% das exportações no faturamento bruto, conforme o período de apuração definido pelas regras do programa.

Já o enquadramento de empresas dos setores industriais estratégicos depende da atividade econômica registrada no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), considerando os códigos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) previstos nas normas do programa.

As empresas dos primeiro e terceiro grupos devem consultar a elegibilidade na plataforma do Brasil Soberano, com autenticação pelo GOV.BR por meio do certificado digital da empresa. Para o segundo grupo, a verificação considera o cadastro do CNPJ e a atividade econômica registrada.