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Bancários da Caixa e Banco da Amazônia mantêm piquetes de greve em Belém 

Paralisação completa 12 dias nesta terça-feira (15)

Valéria Nascimento

14 de setembro de 2026 às 20:51

Categoria vai manter os piquetes de greve (mobilização de trabalhadores) na frente da Caixa e do Basa ao longo da semana em Belém

Categoria vai manter os piquetes de greve (mobilização de trabalhadores) na frente da Caixa e do Basa ao longo da semana em Belém ( Foto: Foto: Jonatas Dias / Arquivo SindBancários )

A paralisação por tempo indeterminado dos bancários da Caixa e do Banco da Amazônia começou no dia 4 deste mês, antes mesmo do início do movimento nacional, deflagrado no dia 10, na Caixa. Nesta segunda-feira (14), a vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Pará, Vera Paoloni, informou ao Grupo Liberal, que a categoria vai manter os dois piquetes de greve (mobilização de trabalhadores) na frente da sede das duas instituições, na avenida Presidente Vargas, em Belém, ao longo da semana. 

“A Caixa solicitou reabertura de negociação, mas ainda não indicou data. Já o Basa ainda não apresentou proposta com algum fato novo que permita avaliação”, afirmou Vera Paoloni, observando que a negociação com a Caixa ocorre em São Paulo, com a condução da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), a principal entidade de representação dos trabalhadores de bancos e do setor financeiro no país.

Paoloni explicou que a categoria já vê resultados da greve nacional, uma vez que a Caixa respondeu ao ofício da Contraf-CUT e informou a reabertura de negociação. Em nota, a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Luiza Hansen, destaca que a greve e a mobilização dos empregados foram fundamentais para a retomada do diálogo.

“Essa reabertura da mesa é um passo importante e também resultado da forte mobilização dos empregados da Caixa. A mobilização foi fundamental para pressionar a Caixa a retomar o diálogo. Agora, vamos voltar à mesa com responsabilidade, firmeza e unidade, defendendo os direitos dos empregados”, afirmou Hansen.

No último sábado (12), o Sindicato dos Bancários do Pará publicou nota de repúdio contra comunicados enviados aos trabalhadores pela Caixa Econômica Federal nos dias 11 e 12 deste mês. Entre as principais questões apontadas pelo sindicato, estão a acusação de chantagem, em razão de o banco ter vinculado o pagamento de direitos à aprovação de uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) já rejeitada pela categoria, bem como a ameaça de supressão de direitos históricos já conquistados pela categoria.

O sindicato classifica a conduta como antissindical e aponta que a Caixa, que registrou R$ 7,4 bilhões de lucro líquido no 1º semestre de 2026, tem condições de negociar prorrogando as cláusulas vigentes. A entidade exige o imediato cancelamento do comunicado e a retomada do diálogo.

"A categoria não aceitará tentativas de intimidação. Adotaremos todas as medidas jurídicas e sindicais cabíveis para coibir os atos ilegais praticados”, conclui a nota sindical.