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Centro Comercial

Ambulantes de Belém trabalham em dias alternados para evitar aglomerações

Após ameaça de novas restrições, trabalhadores vem se adequando às regras estabelecidas pelo poder público para continuar funcionando

Keila Ferreira

8 de junho de 2020 às 15:11

( Foto: Ivan Duarte / O Liberal )

Após ameaça de novas restrições, o Centro Comercial de Belém vem se adequando aos protocolos estabelecidos ao poder público para continuar funcionando. Uma das principais mudanças estabelecidas, ainda no sábado (6), e que tem sido cumprida – mesmo contra a vontade de alguns membros da categoria – é o trabalho de maneira alternada dos ambulantes da Rua João Alfredo, tradicionalmente uma das mais movimentadas. 

Eles foram divididos em dois grupos (lado esquerdo e direito). Metade trabalha um dia e outra metade no outro dia. “Eu não concordo, porque isso não diminuiu o fluxo de pessoas no comércio, só prejudicou a gente, porque só é aqui na João Alfredo que tá acontecendo isso. Prejudicou quem é vendedor ambulante, que já estava prejudicado por causa da pandemia e agora só pode vir dia sim, dia não”,  reclamou a vendedora Ednilsa Alves, de 40 anos. 

Apesar do descontentamento, a medida é um das que têm contribuindo com a redução das aglomerações na área, ainda bastante movimentada. Coordenadora geral da Ordem Pública do Município de Belém, a delegada Elizete Cardoso explica que dos 250 permissionários da área, apenas dois se manifestaram contra a mudança. Além dessa medida, a prefeitura também ordenou que os donos de barracas que vendem alimentos não pode mais produzir comida na rua. 

Na manhã desta segunda-feira (8), o Centro Comercial ainda tinha um grande movimnto, principalmente na rua 13 de Maio e uma parte da Campos Sales. Mas foi possível perceber que as lojas aumentaram os cuidados, controlando a entrada de pessoas. Com isso, é comum observar filas do lado de fora dos estabelecimentos, mas reduziu o número de aglomerações verificadas dentro das lojas. A maioria fez ainda a demarcação recomendada, para garantir o distanciamento entre as pessoas.

“As coisas estão se encaixando. Estão respeitando, porque eles sabem que se houver aglomeração, automaticamente o comércio vai ser fechado”, declarou a delegada Elizete.