Após ameaça de novas restrições, o Centro Comercial de Belém vem se adequando aos protocolos estabelecidos ao poder público para continuar funcionando. Uma das principais mudanças estabelecidas, ainda no sábado (6), e que tem sido cumprida – mesmo contra a vontade de alguns membros da categoria – é o trabalho de maneira alternada dos ambulantes da Rua João Alfredo, tradicionalmente uma das mais movimentadas.
Eles foram divididos em dois grupos (lado esquerdo e direito). Metade trabalha um dia e outra metade no outro dia. “Eu não concordo, porque isso não diminuiu o fluxo de pessoas no comércio, só prejudicou a gente, porque só é aqui na João Alfredo que tá acontecendo isso. Prejudicou quem é vendedor ambulante, que já estava prejudicado por causa da pandemia e agora só pode vir dia sim, dia não”, reclamou a vendedora Ednilsa Alves, de 40 anos.
Apesar do descontentamento, a medida é um das que têm contribuindo com a redução das aglomerações na área, ainda bastante movimentada. Coordenadora geral da Ordem Pública do Município de Belém, a delegada Elizete Cardoso explica que dos 250 permissionários da área, apenas dois se manifestaram contra a mudança. Além dessa medida, a prefeitura também ordenou que os donos de barracas que vendem alimentos não pode mais produzir comida na rua.
Na manhã desta segunda-feira (8), o Centro Comercial ainda tinha um grande movimnto, principalmente na rua 13 de Maio e uma parte da Campos Sales. Mas foi possível perceber que as lojas aumentaram os cuidados, controlando a entrada de pessoas. Com isso, é comum observar filas do lado de fora dos estabelecimentos, mas reduziu o número de aglomerações verificadas dentro das lojas. A maioria fez ainda a demarcação recomendada, para garantir o distanciamento entre as pessoas.
“As coisas estão se encaixando. Estão respeitando, porque eles sabem que se houver aglomeração, automaticamente o comércio vai ser fechado”, declarou a delegada Elizete.
