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MÚSICA

Theatro da Paz recebe concerto da Amazônia Jazz Band pelos 160 anos do Goeldi

Homenagem promovida pelo Governo do Pará e pelo teatro reconhece a trajetória científica da instituição e o trabalho de seus colaboradores

Amanda Martins

14 de outubro de 2026 às 18:57

Amazônia Jazz Band

Amazônia Jazz Band ( Foto: Ascom Theatro da Paz )

A Amazônia Jazz Band será a atração musical da homenagem aos 160 anos do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), realizada na noite desta quinta-feira (15), no Theatro da Paz, em Belém. O concerto integra a programação comemorativa da instituição de pesquisa, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e reúne música instrumental, ritmos amazônicos e canções marianas. A solenidade será destinada a servidores, colaboradores, trabalhadores terceirizados, aposentados, parceiros e autoridades convidadas.

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A programação começa às 19h30, com as saudações do diretor do Goeldi, Nilson Gabas Júnior; do diretor do Theatro da Paz, Edyr Augusto Proença; do secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas Ferreira; e do embaixador da Suíça no Brasil, Hanspeter Mock. 
Já a apresentação cultural está prevista para as 20h.

O evento é promovido pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), e pelo Theatro da Paz, com apoio da Embaixada da Suíça no Brasil.

Para o maestro Eduardo Lima, da Amazônia Jazz Band, a participação no evento representa uma oportunidade de aproximar a música da trajetória científica e cultural do museu. Ele destaca a contribuição da instituição para o conhecimento sobre a região e a relação entre o jazz e os ritmos amazônicos como parte da identidade musical do grupo.

Maestro Eduardo Lima, do Amazônia Jazz Band
Maestro Eduardo Lima, do Amazônia Jazz Band (Ascom Theatro da Paz)

“O museu tem uma contribuição muito importante para o conhecimento da Amazônia e nós encontramos, na mistura do jazz com o ritmo da nossa região, uma forma de expressar e valorizar a cultura amazônica. Estar aqui é somar a nossa arte a essa homenagem, especialmente às pessoas que fazem parte da história do museu”, afirma.

Repertório amazônico e homenagem mariana

O repertório do concerto inclui composições de integrantes da orquestra. Entre elas estão “Samba de Mestre”, do guitarrista Kim Freitas; “Festa Afro-Amazônica”, do percussionista Thiago D'Albuquerque; e “Onde Nasce o Girassol”, do saxofonista Vinícius Ribeiro. A seleção reúne trabalhos autorais do grupo e elementos musicais relacionados à cultura da região.

A apresentação também terá a participação da cantora Carol Ferreira, que interpretará três músicas marianas. A escolha dialoga com o período das celebrações do Círio de Nazaré, em outubro. 

Segundo Eduardo Lima, as canções receberam arranjos preparados especialmente para a formação da orquestra pelo músico Bruno Santos.

Ao comentar a proposta do espetáculo, o maestro destaca a combinação entre as composições instrumentais e a homenagem religiosa. “Resumindo o show, o concerto vai ser uma festa, como o nosso museu merece”, diz.

Trajetória científica

Fundado em 1866, o Museu Goeldi construiu uma trajetória ligada à pesquisa sobre a Amazônia, com trabalhos nas áreas de biodiversidade, ciências humanas e patrimônio cultural. A instituição teve como primeiro diretor Domingos Soares Ferreira Penna, que esteve à frente do museu entre 1871 e 1888. A organização administrativa e científica ganhou impulso durante a gestão do naturalista suíço Emílio Goeldi, entre 1894 e 1907.
Na sequência, o suíço Jacques Huber dirigiu a instituição de 1907 a 1914, seguido pela alemã Emília Snethlage, que esteve no cargo entre 1914 e 1921 e foi a primeira mulher a dirigir um instituto científico na América do Sul. 

O apoio da Embaixada da Suíça está relacionado, ainda, à parceria na restauração e requalificação da antiga residência de Emílio Goeldi, conhecida como Casa Goeldi. Localizado no Parque Zoobotânico do museu, no bairro de São Brás, o imóvel histórico serviu de moradia para antigos diretores da instituição, entre eles Goeldi, Jacques Huber e Emília Snethlage.

O projeto de restauração conta com a participação da Secult, da Embaixada da Suíça, de empresas privadas e dos institutos Peabiru e Pedra, com acompanhamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Pará. As obras estão em andamento e devem continuar ao longo de 2027. A proposta é destinar o espaço ao diálogo, à cooperação e à capacitação com povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outras comunidades tradicionais.