O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, se reúne nesta terça-feira, 6, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. O parlamentar, que pretende presidir o Senado a partir do ano que vem, avança na construção de uma ponte institucional e tem feito uma promessa: Não haverá clima de vingança em um governo Flávio.
Segundo apurou a Coluna do Estadão, Marinho tem reforçado, porém, que haverá vigilância constante contra abusos. O senador cobra autocontenção e exige não interferência nas eleições.
Os encontros dele com ministros da Suprema Corte começaram antes mesmo do resultado do primeiro turno.
Em setembro, quando a crise no STF chegou ao pico, o senador se reuniu com o ministro Gilmar Mendes. O encontro ocorreu no gabinete do magistrado, em Brasília, em meio ao escândalo envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. A conversa funcionou como uma sinalização de boa vontade com a Corte.
Desde então, o senador conversa com vários ministros. Ele já esteve com Luiz Fux, Cristiano Zanin, Nunes Marques, André Mendonça e Edson Fachin. Agora, ele pede audiência com Cármen Lúcia.
Temos convicção de que venceremos as eleições e acreditamos que o próximo governo deverá preservar o diálogo institucional, o respeito entre os Poderes e a normalidade democrática, declarou Marinho em nota padronizada após as primeiras conversas.
A institucionalização do diálogo com Marinho vai além da coordenação da campanha presidencial. O parlamentar se articula para disputar a presidência do Senado a partir do ano que vem.
O resultado das urnas nesta semana confirmou a força do PL, seu partido, e do bloco de direita e centro-direita no Senado, impulsionando sua candidatura.
Nos bastidores bolsonaristas, a expectativa é que Rogério Marinho também ajude a criar um ambiente favorável à soltura de Jair Bolsonaro.
A defesa do ex-presidente tenta reverter prisões e condenações no próprio tribunal. O ministro Kassio Nunes Marques, relator da revisão criminal, avalia julgar o pedido de liberdade de Bolsonaro após as eleições.
Além disso, o Congresso já aprovou o projeto de lei de que altera a dosimetria das penas dos condenados do 8 de Janeiro, mas o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a aplicação até que a Suprema Corte analise as ações que questionam a constitucionalidade da medida.