Hoje, 09, Raidol lança seu primeiro disco autoral intitulado “Mandinga”, disponível nas plataformas de música e com clipe no Youtube. De acordo com o artista paraense, esse trabalho “é uma encantaria amazônica, preparada para enfeitiçar o Brasil com muitas músicas de amor, trazendo a junção do antigo com o contemporâneo, sendo um marco para música pop amazônica”.
Lançado pela Natura Musical, através da lei estadual de incentivo à cultura SEMEAR, o álbum mostra uma diversidade nortista passeando pela pisadinha, house, eletrocumbia, carimbó, surf music e guitarrada costuram as narrativas apresentadas pelo artista.
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“Acho que faço uma proposta contemporânea. Unindo a tradição e acrescentando Beats eletrônicos e modernos, produzindo assim um pop amazônida. Esse projeto se torna importante primordialmente por falar sobre amor, todos os tipos de amor. Além disso, é um projeto descolonial, feito principalmente para o Norte do país, por artistas (majoritariamente) da região. O projeto traz a minha perspectiva de Amazônia e consegue comprovar a qualidade de profissionais da produção cultural, audiovisual e musical que temos na nossa região”, explicou o músico.
Além de mostrar o melhor da música, Raidol entrega um figurino impecável em uma comunicação visual super importante. “Meu corpo é um instrumento artístico, que faz parte do pacote (risos). Eu sempre fui muito expressivo e acho que precisei externar através da minha estética pra conseguir me comunicar melhor. A imagem gera um impacto, cria uma indagação… Tira as pessoas de um certo comodismo. Além disso, tenho uma equipe de artistas incríveis que cria junto comigo a persona que hoje vos apresento. Maluzi na maquiagem e assistência de produção, Vinny Araújo na direção de arte, Bruno Sacramento e Luiz Cordeiro no stylist e Duda Santana na fotografia. Pessoas LGBTQIA+ do norte, fazedoras de cultura, produtores de guerrilha”, contou Raidol.
Em “Mandinga”, Raidol reafirma as suas lutas de desenvolvimento cultural nortista, a equipe é majoritariamente formada por mulheres, lgbtqia+ e amazônidas. Os feats foram escolhidos pelo músico de uma maneira que saísse do eixo e objetivasse a interação entre artistas da região. Sendo assim, o disco também conta com a participação de 7 artistas autorais, espalhados entre Belém e Santarém, no Pará, e Manaus.
“Sou um artista lgbtqia+ que está em constante processo de desconstrução. Me entendendo, que sou e estando aberto pra fluidez que a vida tem. Levanto bandeiras de luta e não tenho medo de me posicionar politicamente. Meus ideias pregam justiça, igualdade, equidade e liberdade para ser e amar quem quiser”, disse Raidol.
“O norte nunca foi desbravado culturalmente, ainda mais entre os próprios nortistas. Nossas barreiras geográficas se acentuam e impossibilitam nossos acesso uns com os outros. Após uma pesquisa pessoal, onde mapeei artistas de cada estado do norte, pude perceber como nós somos plurais, diferentes e ricos em biodiversidade e história. Cada vez mais precisamos mostrar nossas perspectivas de norte, porque são muitas vivências, muitos olhares que ilustram muito bem esse nosso cenário amazônida”, acrescenta.
