O escritor e fotógrafo Rafael Serrão realiza, nesta terça-feira (14), uma sessão de autógrafos do seu novo livro, "Quando Kianga aprendeu a voar", na Faculdade de Biblioteconomia da Universidade Federal do Pará (UFPA), localizada ao lado da Biblioteca Central.
A obra literária aborda temas como sonhos, esperanças e os direitos de crianças e adolescentes, centrada na história da jovem Kianga, cujo nome de origem africana significa "magia de luz". Rafael Fernando, que é educador, pedagogo e fotógrafo, além de membro da Barca Literária, apresenta seu terceiro livro.
Inspiração e Direitos
O autor revelou que o livro infanto-juvenil foi inspirado pelas experiências e diálogos das crianças da Vila da Barca. "Eu escrevo este livro porque eu escutei as crianças da Vila da Barca dialogarem sobre as suas principais questões de territórios, de espaços para brincar, os direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como: direito ao lazer, direito à habitação, direito à segurança e saúde. Tudo isso para elas, apesar de ser o centro da cidade, para essas crianças não chega de forma plena e aí, mas mesmo elas não perdem a esperança e se mobilizam enquanto crianças".
As ilustrações da obra, que possui 36 páginas, são de autoria da artista visual Andressa Munhoz, egressa da Universidade Federal do Pará. O projeto foi selecionado pelo edital de Fomento à Criação de Ações Culturais, no segmento Livro e Leitura, parte da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).
Trama e Educação Antirracista
A narrativa do livro segue a menina Kianga, que, na Vila da Barca, encontra uma deusa chamada Ananse. Ananse tem o poder de construir teias para resgatar histórias, e é através delas que Kianga, filha de Moise e Beatriz, é encontrada. A publicação também se destaca por abordar a temática da educação antirracista, ressaltando a relevância da Lei nº 10.639/03 no enfrentamento do racismo estrutural.
