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Rabo do Peru mantém projetos socioculturais após nota que anunciou suspensão

A Associação Beneficiente e Carnavalesca Rabo do Peru publicou em comunicado que suspenderia projetos humanitários e socioculturais para avaliação

O Liberal

30 de outubro de 2026 às 16:26

A Associação Beneficiente e Carnavalesca Rabo do Peru publicou em comunicado que suspenderia projetos humanitários e socioculturais para avaliação

A Associação Beneficiente e Carnavalesca Rabo do Peru publicou em comunicado que suspenderia projetos humanitários e socioculturais para avaliação ( Foto: Filipe Bispo/ Arquivo O Liberal )

Dois dias após o segundo turno das eleições presidenciais, realizadas no último domingo, 25, uma nota publicada inicialmente em um perfil intitulado Professor Vlad BR e assinada pelos presidente e vice-presidente da Associação Beneficente e Carnavalesca Rabo do Peru, Marquinho e Marcos Fabrício, anunciou que os projetos humanitários e socioculturais da entidade seriam suspensos por tempo indeterminado para reavaliação de quem seguiria sendo beneficiário.

Nas redes sociais, comentários pró e contra afirmavam que a medida estava diretamente ligada ao resultado do pleito eleitoral, que teve como resultado a derrota de Flávio Bolsonaro, do PL, candidato apoiado publicamente por Marquinhos, presidente da Associação.

Em entrevista concedida com exclusividade ao Grupo Liberal nesta sexta-feira, 30, Marcos Antônio Soares Moraes, de 73 anos, mais conhecido como Marquinho do Rabo do Peru, afirmou que a reavaliação já foi feita e que as atividades retornarão normalmente, iniciando pela ação Natal da Família e Crianças Carentes. Segundo Marquinho, a nota foi escrita após falas de desrespeito e ações de vandalismo contra ele após o resultado eleitoral.

"Eu apoiei abertamente Flávio Bolsonaro e fiz ações culturais, fiz o bloquinho do 22, mas nunca tive preconceito contra ninguém, porque sempre disse que o Rabo do Peru não é meu, é do povo. Depois da eleição, cartazes foram arrancados da nossa porta e eu fui tratado com desrespeito, por isso resolvemos fazer essa reavaliação", explicou.

Sobre o cortejo do bloco, Marquinho disse que ele sairá normalmente em fevereiro, como há mais de 30 anos. "Somos Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Pará. Em nenhum momento pensamos em suspender o cortejo do bloco, nós nos referimos aos projetos humanitários e socioculturais, mas a reavaliação já foi feita", concluiu.