Palhaçaria é tema de espetáculo circense no Movimento de Emaús neste sábado, 08
A direção do espetáculo é de Romana Melo, palhaça, atriz, pesquisadora e produtora cultural e de Mailson Soares, ator, dramaturgo e pesquisador
O espetáculo circense "Black e Afuá: pelas ruas do Rio Guamá", do Circo Ver-A-Lona, será apresentado para crianças, adolescentes e famílias do Movimento República de Emaús. A atração gratuita ocorre neste sábado, 08 de agosto, a partir das 10h, na sede da instituição, localizada no bairro do Bengui, em Belém.
A apresentação reúne o artista circense e ator Antônio do Rosário, conhecido como o palhaço Black, com mais de 10 anos de formação pela Escola Nacional do Circo. Ele contracena com o músico percussionista e arte educador do Movimento de Emaús, Alex Juan, que interpreta o caboclo Afuá em sua estreia como ator. A peça é descrita como um "encontro de almas no picadeiro", prometendo "sinergia, música e alegria que vai emocionar" o público.
Detalhes e Inspiração do Espetáculo
Com 40 minutos de duração, o tambor é o fio condutor da apresentação. Antônio do Rosário, mais conhecido como AM no meio artístico, e que dá vida ao palhaço Black, detalha a origem do projeto.
“A ideia de fazer um segundo espetáculo para o palhaço Black é o ato de brincar, pensar o espetáculo como um brinquedo da cultura popular paraense, no qual nós trabalhamos o carimbó, o brega, os outros ritmos e elementos percussivos que nós temos como o curimbó, as maracás, o banzeiro”, explica o ator.
Desafio Cênico e Direção Artística
Para Alex Juan, que faz sua estreia como ator, a experiência é um desafio. "Eu sou músico, mas tenho a vivência do palco, porém tocando. Então é uma experiência totalmente diferente de estar como ator", confessa o arte educador, que vê um grande desafio em contracenar com o palhaço Black.
A direção do espetáculo é assinada por Romana Melo, palhaça, atriz, pesquisadora e produtora cultural, e por Mailson Soares, ator, dramaturgo e pesquisador. Romana expressa sua alegria em colaborar com a dupla.
“Esses dois meninos que se encontram na beira do rio para brincar, encontrar encantados e mergulhar em toda essa magia nossa Amazônica dentro desse rio que tanto nos banha e nos inspira”, relata Romana, acrescentando que o processo de criação da peça durou sete meses.
Mailson Soares, que possui mais de 20 anos de experiência teatral, compartilha sua satisfação com o resultado. “Eu estou muito tranquilo, estou feliz porque os meninos estão felizes em cena, ninguém está tenso, agoniado, angustiado. Está uma brincadeira gostosa”, avalia o diretor.
Ele ainda destaca o objetivo alcançado de “trazer essa cultura nossa na questão do ritmo, que a musicalidade amazônica aliada ao jogo do palhaço, que não é fácil, não é simples. São dois campos muito amplos e complexos que é a comicidade do palhaço e a cultura amazônida relacionada à questão da musicalidade, ritmos nossos”, observa Soares.
Incentivo Cultural
A produção do espetáculo foi contemplada pelo prêmio PNAB – Pará. A iniciativa cênica recebeu apoio do Edital de chamamento público nº 002/2025 – Fomento à Criação de Projetos Culturais.
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