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MÚSICA

Flávio Venturini retorna a Belém com turnê de 50 anos de carreira

Artista apresenta turnê comemorativa nesta sexta-feira (6), na AP, com repertório que percorre diferentes fases de sua carreira

Amanda Martins

3 de novembro de 2026 às 16:17

Flávio Venturini

Flávio Venturini ( Foto: Divulgação )

Cinco décadas de música e canções que atravessam gerações marcam a trajetória de Flávio Venturini, que retorna a Belém na sexta-feira (6), às 21h, para apresentar a turnê comemorativa de seus 50 anos de carreira. O show será realizado na Assembleia Paraense e reúne clássicos da discografia do cantor e compositor mineiro, entre eles “Todo Azul do Mar”, uma das canções mais conhecidas de sua trajetória. Os ingressos estão à venda na Bilheteria Digital.

A apresentação em Belém também representa um momento especial na agenda da turnê, que se aproxima do encerramento. Segundo o artista, o repertório reúne sucessos, músicas mais recentes e histórias sobre o processo de criação de algumas composições. Durante o espetáculo, Venturini reserva momentos para conversar com o público sobre a origem das canções.

“Tem um momento do show em que eu conto as histórias de algumas músicas, como foram feitas e criadas. Acho que o público gosta muito de ouvir sobre isso. É uma característica desse show, mas estão lá todos os grandes sucessos e mais algumas novidades”, conta.

O repertório é baseado no álbum “Minha História”, lançado em 2025, no qual o artista revisita sua carreira com participações de nomes como Djavan, Ney Matogrosso, Vanessa da Mata e Ivete Sangalo. A apresentação também inclui músicas que ficaram de fora do disco e novidades de seu trabalho autoral, além de sucessos como “Noites com Sol”, “Linda Juventude” e “Espanhola”.

A relação com a capital paraense também faz parte das lembranças que o cantor leva para o palco. O cantor conta que começou a se apresentar em Belém no período em que deixou o grupo 14 Bis e iniciou uma nova etapa da carreira. Na cidade, construiu amizades com produtores e músicos e realizou diferentes apresentações ao longo dos anos.

“Eu tenho uma história bonita com Belém, uma cidade que me acolheu desde o começo da minha carreira. Fiz amigos, produtores e músicos. Continuei escrevendo uma história com vários shows e vários momentos na cidade”, afirma.

O artista também destaca que a apresentação desta sexta-feira terá uma estrutura diferente de outras passagens pela capital. Há bastante tempo, segundo ele, não se apresentava em Belém com o projeto completo, reunindo banda, cenário, iluminação, recursos visuais e repertório da turnê comemorativa.

“Eu queria muito levar essa turnê até Belém. É uma boa possibilidade de mostrar esse trabalho, e fico feliz que a cidade não tenha ficado de fora dessa turnê, que celebra meus 50 anos de carreira”, diz.

Ao longo da carreira, Venturini integrou o Clube da Esquina e as bandas O Terço e 14 Bis. Em 1982, iniciou a trajetória solo com o álbum “Nascente” e, desde então, lançou trabalhos que consolidaram sua presença na Música Popular Brasileira (MPB). Para ele, a permanência de suas composições está relacionada à capacidade que uma boa melodia tem de atravessar o tempo.

“Tenho a opinião de que a música boa não envelhece. O que envelhece é o estilo de gravação, a tecnologia e a maneira como os arranjos foram feitos, mas a boa melodia é meio que eterna”, comenta.

O cantor também fala sobre a repercussão de suas músicas entre diferentes gerações e sobre as mensagens que recebe de pessoas que associam suas canções a momentos importantes da vida.

“Fico muito feliz que várias canções minhas tenham se tornado quase hinos e conquistado uma grande plateia, com milhões de visualizações. As pessoas me contam que essas músicas foram importantes em momentos de suas vidas. Acho que isso é uma presença do compositor”, afirma.

O cantor será acompanhado por uma banda formada por Adriano Campagnani, no baixo; Arthur Rezende, na bateria; Alexandre Lopes, na guitarra e nos violões; e Breno Mendonça, no saxofone e na flauta.

Retorno a Belém

A última passagem de Flávio Venturini pela capital paraense ocorreu em março deste ano, durante a programação comemorativa dos 40 anos da Fundação Cultural do Pará (FCP). Na ocasião, ele se apresentou gratuitamente no Teatro Margarida Schivasappa, acompanhado por uma orquestra sinfônica.

No dia seguinte à apresentação, o artista visitou a Estação das Docas, onde experimentou filhote acompanhado de arroz de jambu e molho de tucupi. Em uma publicação nas redes sociais, o cantor comentou que estava se “deliciando com a culinária paraense”.