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Festival Rio Ouricuri traz música e arte em formato virtual

A programação evidencia o tema da sustentabilidade em palestras, premiação e feira criativa virtual.

Enize Vidigal O Liberal

Dezessete artistas de várias cidades do interior paraense, especialmente da região Nordeste, apresentam a diversidade da produção musical e artística na 3ª edição do Festival Rio Ouricuri, que terá transmissão virtual nesta sexta-feira, 27, e sábado, 28. O evento de arte, música e sustentabilidade oferece programação gratuita acessível e inclusiva com palestras, feira criativa virtual e a entrega do Prêmio Rio Ouricuri de Sustentabilidade. A transmissão inicia às 20 horas pelo canal do festival no Youtube.

O município de Capanema foi palco do festival previamente gravado com shows musicais intercalados por performances performances artísticas com elementos da marujada, afrodance, break, carimbó e música contemporânea. A edição recebeu o incentivo da Lei Aldir Blanc.

Na primeira noite do evento, a castanhalense Ceuvatika apresenta as letras e melodias de força feminina; seguida da delicadeza dos versos do capanemense Dick Casanova; e da rima crítica de Allex Ribeiro, natural de Capanema e radicado em Bragança de estilo comparado a Raul Seixas. A noite será encerrada com os versos acelerados do rapper N-Day, natural de São João de Pirabas e residente em Vigia, e com o folclore do Grupo Ouricuri de Carimbó, de Capanema.

Ainda nessa noite, se apresentam o projeto “Arte na Veia” de jovens performáticos de Igarapé-açu, e “Dançando a Tradição” com dança e performance da Associação da Marujada de São Sebastião de Capanema.

“O festival dá visibilidade ao trabalho autoral de pessoas de Capanema e de toda a região”, destaca Allex Ribeiro. O músico antecipa que vai levar para o festival as canções do EP “O amor que acreditei de porre” e as inéditas “Coração de mosquito”, que vai ele vai gravar com Zeca Baleiro em breve, e “Barulho e torpor” do próximo álbum, “O Verbalóide”, em produção, projeto esse que terá a participação do guitarrista Rick Ferreira, parceiro de Raul na canção “Mas I Love”, e que gravou com artistas como Erasmo Carlos, Ana Carolina, Belchior, Renato Russo e Zé Ramalho.

“Pra nós, do interior, principalmente pra nós que cantamos rap, é muito difícil surgir a oportunidade de participar de um festival. Fiquei muito feliz, experiência única na vida”, comemora N-Day. No Ouricuri, ele vai enveredar pelos traps e drills, lançando as inéditas “Há tempo”, “Tudo é pras fazer virar” e “Ribeirinho de LV”, além das conhecidas “Rosas” (do grupo Zona 8, de São João de Pirabas) e de “Processamento”, que ganhou clipe recente.

Já a segunda noite será aberta com o show de MC Pokaroupas, artista não-binário (gênero neutro) de tecnomelody que possui letras de empoderamento LGBTQIA+ e combate ao preconceito. Em seguida, haverá uma sequência de bandas de rock, iniciando pela capanemense Redima com os lançamentos do EP; o rock experimental da Dead Now, de Castanhal; Los Pelicanos, de Capitão Poço; Paralelo Onze, de Primavera; e encerrando com o punk rock promissor da Cérebro de Galinha, de Marabá.

Também haverá a apresentação sofisticada de “Allyster Fagundes”, a energia do grupo de dança “CSC Crew” e a performance-protesto de Gessica Lima que traz em videoclipe a crítica à indústria da agropecuária e os impactos ambientais causados por ela.

Natural de Belém, Pokaroupas cresceu em Capanema, onde iniciou a carreira pelo funk. Ela vai cantar no festival o hit da carreira, “Tá calor”, e a inédita do novo clipe, “Curupiranha, a viada da Amazônia”. “Eu busco, no meu trabalho, levar letras do cotidiano de lutas dos LGBTQIA+ e a representatividade artística”, destaca. Pokaroupas também vai apresentar as autorais “Atropelo”, “Sem Tiração” e “Ai Uó”, sendo a última com arranjo especial de reggae para o festival. O show terá a participação do DJ Stardust.

Sustentabilidade

Pela primeira vez, o festival reconhece as iniciativas de incentivo, valorização e divulgação de ações e práticas sustentáveis, por meio do Prêmio Rio Ouricuri de Sustentabilidade. A escolhida da edição foi Raimunda Tavares do Santos, da Vila Segredinho, de Capanema.

Já a feira de economia criativa, que ocorreu nas edições presenciais do festival, foi substituída por conteúdos audiovisuais sobre sustentabilidade e que estimulem o consumo de alimentos agroecológicos direto do produtor. Um desses conteúdos apresenta o “paneiro agroecológico”, que possibilita a aquisição direto do agricultor familiar. A programação também conta com três palestras sobre os temas Agroecologia, Financiamento de Projetos e Economia Criativa.

“Desde a primeira edição, o festival foi criado como uma estratégia de apresentação e difusão da arte independente produzida na região do nordeste paraense. Buscamos ocupar espaços públicos e democratizar a arte produzida no interior do estado, valorizando mulheres, populações tradicionais e grupos LGBTQIA+”, destaca o coordenador geral do festival, Geovane Máximo.

O festival também poderá ser assistido pelos perfis do Festival Rio Ouricuri no Facebook e Instagram e no site do evento www.festivalrioouricuri.com.br.

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