A dupla sertaneja Diego e Arnaldo realiza neste fim de semana, no Pará, uma sequência de quatro apresentações em diferentes regiões do estado. Os shows serão realizados em Santa Maria das Barreiras, nesta sexta-feira (24); Itupiranga e Palestina do Pará, no sábado (25); e em Breu Branco, no domingo (26).
Em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal, os artistas falaram sobre a expectativa para reencontrar o público paraense, relembraram a relação construída com o estado ao longo da carreira e adiantaram que o projeto “Natora” ganhará uma edição no Pará ainda este ano.
Segundo Diego, o estado faz parte da história da dupla desde o início. “Nós já temos uma história com o Pará, sempre fomos bem recebidos. Temos quase 12 anos de dupla, e o Tocantins, Goiás e Pará foram os primeiros estados que nos abraçaram lá no começo. Temos uma história muito bacana. Essas cidades que vamos agora ainda não conhecemos”, afirmou.
Para os shows, a promessa é de um repertório recheado de sucessos, com músicas como “Sofri em Dobro”, “Se Eu Te Procurar”, “Regras”, “Vai Cair Água” e “Caminhonete Inteira”. “Levaremos um repertório bem grande e completo para esse público caloroso. Eles se entregam muito no show e a gente também. A recepção da turma do Pará é diferenciada. Quando a gente sobe no palco, passa qualquer cansaço da viagem, do deslocamento”, destacou Diego.
Sabores do Pará
Além da música, a culinária paraense também marcou a memória da dupla. Arnaldo contou que, apesar das diferenças em relação aos costumes da região onde mora, faz questão de experimentar os pratos típicos sempre que visita o estado. “Quando a gente vai ao Pará, a gente estranha um pouco, mas gosta de sentir o tempero forte da comida. É uma imersão na cultura do estado. Já experimentei tucupi, já comi açaí com peixe, que é uma coisa não muito comum aqui para a gente. O açaí que a gente gosta aqui é aquele docinho. Mas, com o tempo, a gente vai acostumando”, contou.
O cantor revelou ainda que já provou tacacá e relembrou outras experiências gastronômicas vividas em solo paraense. “Outra coisa que eu comi pela primeira vez no Pará, mas que é um prato do Tocantins, foi chambari”, disse. Ele também recordou que experimentou sarapatel pela primeira vez durante uma passagem pelo estado.
Projeto “Natora”
Durante a entrevista, Diego e Arnaldo revelaram que o projeto “Natora” segue em expansão. Neste mês, a dupla lançou novas faixas do “Natora 2”, gravado em Goiânia ao lado da dupla Cleber & Cauan. Além disso, os artistas confirmaram, com exclusividade ao Grupo Liberal, que uma nova edição será gravada no Pará ainda este ano. A cidade da gravação ainda é um segredo, que somente será revelado ao público posteriormente.
Os cantores também se preparam para uma edição especial do “Natora” em Cuiabá (MT), marcada para o dia 16 de agosto, no Parque de Exposições. A apresentação surgiu após um encontro informal entre os músicos que acabou mobilizando milhares de pessoas. “A gente chegou em Cuiabá e foi bater uma viola em um local. Isso se espalhou demais na cidade. Era um local que tinha capacidade para 200 pessoas e só na rua já tinha umas quatro mil pessoas. A gente estava lá se divertindo. Uns 15 minutos depois, chegou o prefeito e pediu para parar porque estava atrapalhando as vias. Disse que não estava programado para aquele tanto de gente. A gente sabe que tem que ter todo um planejamento de segurança, polícia... E então o prefeito anunciou que a gente ia fazer com o apoio da prefeitura, tudo certinho. E já vai ser agora, dia 16 de agosto, no Parque de Exposições. Estamos esperando umas 30 mil pessoas”, relatou Arnaldo.
A principal característica do “Natora” é a espontaneidade. Diferentemente dos tradicionais DVDs sertanejos, o projeto não conta com roteiro musical previamente definido nem ensaios com os convidados. “As participações a gente define meio que em cima da hora, chamando amigos nossos. É uma coisa que a gente não ensaia. A gente faz 'na tora' mesmo. Mas a gente sempre convida aqueles artistas que têm participação na nossa carreira. Coloca uma bebida no palco e o negócio vai fluindo”, explicou Diego.
Arnaldo reforçou que justamente essa imprevisibilidade é o que tornou o projeto um sucesso entre os fãs. “O diferencial desse projeto é justamente a falta de planejamento musical. É mais baseado no que a gente sente na hora e vai tocando. A banda que se vire com o que a gente vai puxando. A gente sente o que o povo quer ouvir e vai fazendo”, concluiu.
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