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CULTURA

Dia Mundial do Rock: data relembra artistas e hits marcantes

No Dia Mundial do Rock, gerações celebram a data, como a cantora paraense Aline Alves, da nova safra de fãs do gênero, que lança seu primeiro álbum neste mês icônico

Eduardo Rocha

13 de julho de 2026 às 08:00

Modificado em 13 de julho de 2026 às 10:00

Aline Alves: rock como estilo de vida

Aline Alves: rock como estilo de vida ( Foto: Fotos: Bruna Gomes )

Não importa que você não tenha visto ao vivo Jimi Hendrix incendiando o Festival de Woodstock em 1969, ao interpretar o hino norte-americano com efeitos de bombas, como protesto contra a Guerra do Vietnã. Talvez, ou com certeza, nem tivesse nascido. Na verdade, o que vale é que você sabe que nunca mais se é o mesmo quando se tem contato com o gênero musical rock. A batida de guitarra, a pulsação do baixo e da bateria, o som de teclados e, sobretudo, um vocal marcante para entoar versos diretos que tocam a alma, traduzem esse estilo de vida que rompeu fronteiras e segue no tempo. Hoje, 13 de julho, Dia Mundial do Rock, gerações celebram a data, ouvindo alguma música rock e pensando em alguma novidade cultural a caminho nessa estrada.

Celebrado anualmente no Brasil em 13 de julho, o Dia Mundial do Rock comemora esse gênero musical e rende homenagem ao Live Aid, megaevento beneficente realizado em 13 de julho de 1985, com foco no combate à fome na Etiópia. O concerto reuniu gerações de artistas de rock em um dos eventos lendários do gênero, surgido no final dos anos 1940 e começo dos 1950, nos EUA, com forte influência negra e que se propagou rapidamente no planeta. 

Desde o começo, o rock/rock and roll foi e é um grito de protesto no sentido cultural mesmo, pela liberdade de ser, que se expressa por meio da arte da música. Isso inclui os subgêneros do rock, como, por exemplo, folk rock, blues-rock, jazz-rock,  heavy metal, hard, rock, progressive rock, indie rock e nu metal. Nos primórdios do rock, destacam-se artistas como Jackie Brenston, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash, Jimmy Preston, Little Richard, Bill Haley, Chuck Berry (esse considerado por muitos como o "pai do rock") e Elvis Presley. 

Mulheres marcantes no gênero são Sister Rosetta Tharpe, Memphis Minnie, Aretha Franklin e Janis Joplin, entre muitas outras. 

 Muita gente escreveu e escreve seu nome na estrada do rock. Gente como; The Beatles, The Rolling Stones, Led Zeppelin, Queen, Black Sabbath, ELP, Rush, Eric Clapton, Bob Dylan, Joan Baez, Deep Purple, Pink Floyd, Yes, Genesis, Kiss, Lou Reed, Santana, AC/DC, Joe Cocker, U2, CSN&Y, Nirvana e Guns N’ Roses.

No Brasil, figuram nomes como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Raul Seixas, Rita Lee, Os Mutantes, Legião Urbana, Ultraje a Rigor, Ira!, Casa da Máquinas, O Terço, Secos & Molhados, Barão Vermelho, Titãs, Dead Fish, CPM22, Raimundos, Charlie Brown Jr., Engenheiros do Hawai, Ratos de Porão, Pitty e Os Paralamas do Sucesso. Entre os  paraenses estão: Stress, Madame Saatan, Nó Cego, Cravo Carbono, Solano Star, Delinquentes, Insolência Pública, Falsos Adeptos, A Euterpia, Orador, Jolly Jocker, Alíbi de Orfeu e outros.

Na estrada

A descoberta de nomes do rock ocorre todos os dias e, a partir daí, muitos artistas e bandas surgem no planeta. Gerações sucessivas que seguem as pegadas de outras gerações no gênero. Com cinco anos de carreira artística, a cantora paraense Aline Alves tem uma conexão direta com o rock. Em seus shows, ela leva para o público a energia das canções do rock nacional e internacional e, mais do pop, flashback dos anos 1980, 1990 e 2000. 

“Posso dizer que sou uma amante de músicas incríveis. Em dezembro de 2024, lancei o projeto ‘Rockbrega’ no YouTube, que mistura o rock com a música paraense, e lancei um single em 2025 chamado  ‘Se um dia’, já preparando todos os meus fãs para o lançamento do meu primeiro álbum, com 11 músicas inéditas, que será lançado agora no mês de julho, o mês do rock”, conta Aline. 

Para essa artista, “cantar rock é um sinal de liberdade”. Aline conta que foi “surreal” a primeira vez em que escutou o som de uma banda de rock. “Despertou a minha curiosidade, e meus ouvidos ficavam atentos sempre que ouvia aquele som de guitarra pesado. Quando comecei minha carreira artística, não pensei duas vezes. Não importava o quão difícil fosse a caminhada, eu queria ser uma artista de rock nacional. E aqui estou eu, aos 31 anos, perto de realizar o maior sonho da minha vida, lançar meu álbum para o mundo!", diz. 

Sidney Filho: o rock não morre!
Sidney Filho: o rock não morre! (Foto: Victor Peixe)

Aline considera que o rock não morre, porque “se reinventa, mas continua mantendo sua essência, a liberdade de expressão e a capacidade enorme de despertar emoções”. Ela destaca que o Pará tem bandas incríveis de rock. “Eu destaco a Álibi de Orfeu, que foi uma das primeiras bandas com que me conectei e conheci o trabalho. Inclusive, recebi convite tempos depois para fazer uma participação na música ‘Verbo de Ser Maria’, que tem uma mensagem muito forte, assim como várias músicas da banda. E também tem muitos artistas locais que continuam ajudando a manter o rock vivo por aqui”.

"O rock nunca morre porque ele é mutante, ou seja, está sempre presente como voz das pessoas no mundo, e traz sempre a crítica, a crítica política, social. Rock é contestação, basicamente", destaca o músico Sidney Klautau, baixista da banda Álibi de Orfeu. Essa contestação ganha cores, linguagens diferenciadas entre os subgêneros do rock, como, por exemplo, o punk rock, que tem uma linguagem própria e direta de questionar o establishment (poder controlador de um país ou setor). Quando Jimi Hendrix tocou o hino dos EUA em Woodstock, ele consolidou uma atitude que permanece ecoando até hoje, ou seja, o rock não morre.

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