Dança dos Famosos celebra dança paraense: Rolon Ho, Thais e Jaque estão na temporada 2026
Trio de profissionais vai atuar com artistas nesse quadro do programa Domingão com Huck, da TV Globo, a partir do dia 16 próximo
Para dançar, tem que ter ritmo, fôlego, sentimento e conexão entre os parceiros. E isso o paraense tem de sobra. Tanto que a temporada 2026 do quadro Dança dos Famosos, uma das principais atrações do programa Domingão com Huck, da TV Globo, vai contar de novo com a participação de três representantes do Estado do Pará. São eles: Rolon Ho,Thais Sousa, e Jaque Paraense, professores e coreógrafos que irão formar pares de dança com 16 artistas no quadro. A Dança dos Famosos tem estreia agendada para o dia 16 deste mês. Entretanto, desde já, Rolon Ho, Thais e Jaque já exultam em poder mostrar o suingue do Pará na telinha. A divulgação dos coreógrafos para a atual temporada do Dança se deu nessa quarta-feira (5).
Rolon Ho atua na dança há 25 anos. Ele nasceu na Guiana Francesa, Caiena, mas veio para Belém com dois anos de idade. Rolon administra a Companhia de Dança Cabanos, com 20 anos de atividades na capital paraense. Ele já esteve no Dança dos Famosos por duas vezes e, agora, se prepara para a terceira imersão nesse quadro de sucesso na TV.
“Primeiro, eu dancei com a Jojo Todinho; na segunda vez, eu dancei com a Priscila Fantin. Fui campeão (em 2023), né? Conseguimos levar o brega também”, destaca o professor.
Para Rolon, ganhar a Dança dos Famosos “é um sonho realizado pra todo profissional que tenha dança como trabalho”. “A Dança dos Famosos proporciona a maior visibilidade para essa arte no Brasil, e nós, como professores, sonhamos com esse momento. Então, participar é um sonho, ganhar é um sonho, e levar o brega para lá é um sonho realizado, com certeza”.
Rolon Ho destaca que está se preparando muito para participar do quadro este ano. Essa preparação vem desde o começo do ano, envolvendo a questão corporal, questão estética, dança, muitas aulas de dança. “Então, assim, eu estou muito determinado para novamente ganhar esse programa e ser bicampeão e tri no Estado do Pará. Thais e eu somos bicampeões, então, aí, a gente quer muito um terceiro título”, enfatiza Rolon, já no clima do Dança.
Para Rolon Ho, dançar “é você decidir como é que o seu coração vai bater, se você vai deixar ele bater mais lento para dançar um bolero e sentir sensações, ou você vai dançar um brega, um tecnobrega mais rápido, para você sentir aquela vibração, aquela energia positiva do que é dançar”.
“Então, assim, para mim, dançar são sensações no ato daquele momento da prática, que fazem a gente esquecer os problemas, esquecer as dificuldades e a gente levar a vida com muito mais leveza, com muito mais alegria, felicidade, né? E a gente contagia outras pessoas por meio da dança, pelos meus vídeos, nas redes sociais, pelas aulas que a gente ministra por todo o Brasil, levando a nossa cultura paraense. Então, isso é muito gratificante para todos nós”.
‘Ainda não terminou’
Tão logo soube que integra o grupo dos professores/coreógrofos do Dança dos Famosos 2026, Thais Sousa se manifestou nas redes sociais. Ela postou uma foto com o troféu conquistado no concurso. “Olhar para esse troféu é olhar para a minha própria história com muito carinho, respeito e gratidão. Ele carrega muito mais do que uma vitória. Carrega anos de estudo, de renúncias, de quedas, de recomeços, de coragem quando ninguém estava vendo. Carrega dias em que eu pensei em desistir e dias em que escolhi acreditar mais uma vez. Esse troféu marcou uma transformação profunda na minha vida. Não só profissionalmente, mas como mulher, como artista e como ser humano. E, talvez por isso, voltar para o Dança dos Famosos tenha um significado tão grande para mim. É como se a vida dissesse: “aquela história ainda não terminou”. Receber essa nova oportunidade, logo depois de ter sido campeã, me faz sentir extremamente honrada. É a confirmação de que tudo valeu a pena”.
“Agora começa uma nova jornada. Um novo desafio. E eu entro nela da mesma forma que entrei na primeira: com frio na barriga, muita vontade de aprender e, principalmente, com o maior amor que existe dentro de mim… o amor pela dança, pela arte e por esse programa que mudou a minha vida e continua mudando”.
Thais destaca que o paraense tem a dança no DNA, “carrega no sangue o carimbó, por exemplo, e mostra por meio da dança a sua cultura”. Ela pontua que no Dança dos Famosos é fundamental ser construída uma coreografia inteligente, atentando-se ao fato de que o artista está em foco. “O quadro proporciona novas habilidades para o artista e a coreógrafa”, ressalta.
Reviver um sonho
Quem também conquistou a simpatia e a torcida do Pará na Dança dos Famosos é Jaque Paraense. “Eu participei pela primeira vez ano passado, com o ator David Júnior, e fui até a semifinal”, conta Jaque.
Prestes a tomar parte de novo no quadro do Domingão com Huck, Jaque está na maior expectativa. “É uma mistura de gratidão, responsabilidade e muita felicidade. Voltar ao Dança dos Famosos é como reviver um sonho que transformou a minha vida e a minha carreira. Desta vez, volto mais madura, mais preparada e com ainda mais vontade de fazer história”.
“A expectativa é a melhor possível. Quero viver intensamente cada ensaio, cada apresentação e cada aprendizado ao lado do meu novo parceiro. Espero emocionar e representar o Pará com muito orgulho e mostrar, mais uma vez, o poder transformador da dança”.
Jaque dança desde os seus 15 anos e atua profissionalmente desde 2020. “Sou formada em Educação Física também, então, atuo na área, e, desde 2020, a dança vem tomando conta diretamente e quase 100% da minha vida. Hoje eu moro em São Paulo”.
Jaque explica que criar uma coreografia vai muito além de montar passos. “É entender a música, o ritmo, a personalidade do artista e a história que queremos contar em poucos minutos. Cada movimento precisa fazer sentido e transmitir uma emoção para quem está assistindo”.
“Na Dança dos Famosos, essa exigência é ainda maior. O profissional precisa ser coreógrafo, professor, estrategista e amigo também. É preciso adaptar o ensino ao tempo curto, respeitar os limites do parceiro e, ao mesmo tempo, entregar apresentações com qualidade técnica e impacto artístico. É um desafio enorme, mas também uma experiência muito gratificante”, pontua Jaque Paraense, nascida no Jurunas, em Belém.
Ela tem bem claro como entende a dança. “Dançar, para mim, é uma forma de existir. É onde eu encontro liberdade, propósito e a melhor maneira de expressar tudo o que, muitas vezes, não consigo expressar com palavras. A dança transformou a minha vida, abriu portas, me ensinou disciplina, resiliência e me fez acreditar ainda mais nos meus sonhos. Cada vez que entro no palco, levo comigo a minha história, as minhas raízes e o orgulho de representar o Pará. Mais do que uma profissão, a dança é a minha essência. É por meio dela que eu me conecto com as pessoas e deixo um pedaço de quem eu sou em cada apresentação”, arremata.
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