O filme Antártida movimentou o tapete vermelho na Rua Coberta nos primeiros dias da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado. Produzido pelo Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo em coprodução com a TV Globo, o longa traz ainda no elenco nomes como Marina Ruy Barbosa, Lázaro Ramos, Leandra Leal, João Vitor Silva, Gero Camilo, Adélio Lima, Renan Monteiro, Andrea Beltrão, Antonio Calloni e Mariana Sena. A distribuição fica a cargo da Paris Filmes, com estreia nos cinemas agendada para 17 de setembro.
O ator Gero Camilo também integra o elenco de Antártida; ele interpreta o militar Dimas. Além disso, ele pausou as gravações de "Brega Story", nova série original do Globoplay gravada em Belém, para estar em Gramado. Ele conversou com exclusividade com Ismaelino Pinto, jornalista e colunista do Grupo Liberal, que está no festival.
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“Uma grande aventura, coisa que só o cinema faz com a gente, que é isso, estou fazendo uma série em Belém e vim lançar a Antártida aqui em Gramado. Uma coisa que aconteceu semelhante quando eu estava filmando Antártida e eu vim para Gramado com o filme Papagaio, também tive que sair no meio da filmagem para vir e depois voltar para Globo. Eu tive a honra de receber ano passado o prêmio de melhor ator (com o longa-metragem carioca ‘Papagaios’) e agora abrir o festival como um filme convidado. São coisas muito emocionantes para mim e dois filmes também maravilhosos. Agora, falar de Antártida, nesse momento um filme com uma tecnologia de ponta, filmado no maior estúdio virtual da América Latina, que é no Rio de Janeiro, é um filme que fala de questões muito sensíveis e que usa tecnologia a favor da narrativa”, conta Gero.
O ator aproveita a oportunidade para ressaltar a importância de assistir ao filme nos cinemas, destacando a experiência imersiva que a tecnologia proporciona na tela grande.
“Estou amando Belém, estou fazendo o ‘Brega Story’, que também é roteiro da Claudia Jouvin, que é a mesma de Antártida, e a experiência em Belém está sendo incrível”, completa o ator.
Como citado por Gero Camilo, a roteirista Claudia Jouvin também está no festival; ela assina o roteiro do filme original Antártida e da série Brega Story. Em bate-papo exclusivo, ela falou sobre viver esses dois momentos profissionais.
“Eu sou completamente apaixonada por Belém. Eu já ficava pesquisando, querendo contar sobre esse lugar tão especial e descobrir o Norte, trazer o Norte para o resto do Brasil. Mas eu acho que depois que eu fui lá, os outros que me perdoem, talvez eu criei haters aqui na internet, mas é a melhor comida do Brasil. É um lugar absolutamente rico culturalmente e eu fiquei louca de paixão”, conta Claudia Jouvin.
A trama de Antártida acompanha a rotina dos integrantes de uma base brasileira que está no local, drasticamente alterada após um crime brutal ocorrido na primeira noite de uma missão no inverno polar. Sob o isolamento extremo, a convivência entre cientistas e militares é dominada pela desconfiança enquanto a subcomandante Elisabeth conduz uma investigação que traz à tona segredos, conflitos internos e ameaças que superam o rigor do clima local.
“Quando eu escrevi a história, era um desafio, porque como é que a gente ia realizar isso indo para lá, não se pode ir para a Antártida, a gente não poderia ficar hospedado lá fazendo esse filme. Quando surge a tecnologia e viabiliza a gente fazer esse filme, é incrível. E a tecnologia ainda tem uma coisa maravilhosa. Antigamente, os atores atuavam no fundo verde, imaginando que eles estavam lá. A gente tem a possibilidade de estar num estúdio inserido nesse universo, fica tudo mais realista e mais legal de fazer mesmo. É quase como se fosse um grande brinquedão aquilo. A primeira vez que entrei no estúdio, parecia que eu estava entrando num parque de diversões, fiquei emocionadíssima de ver. Você tem aquele fundo, o fundo se mexe, tem os navios, o helicóptero, um monte de coisa que acontece no fundo e parece que está lá de verdade. Eu acho que isso ajuda muito os atores e ajuda também o público a sentir que está fazendo parte dessa aventura, desse lugar inóspito”, conta a roteirista.
