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Viúva de Gugu, Rose Miriam tinha 'quadro delirante paranoico' quando assinou documentos

Rose estaria, ainda, em depressão quando assinou o documento que a tirou do testamento do apresentador

Redação Integrada com informações de Extra

6 de março de 2020 às 10:38

( Foto: Arquivo Pessoal / Rose Miriam )

Os advogados da viúva de Gugu Liberato, Rose Miriam di Matteo, defendem que ela apresentava "quadro delirante paranoico" e estava em depressão quando assinou o documento que a tirou do testamento do apresentador morto em novembro de 2019.

Eles apresentaram um laudo da psicóloga Vera Lúcia Gonçalves, que atesta que Rose estava sob tratamento à base de remédios. O efeito colateral era "perda significativa de memória e sintomas dissociativos", termo que, segundo a psicóloga, é quando o paciente "não consegue juntar as ideias em decorrência de enorme stress das doenças".

O laudo foi produzido no último dia 20 de fevereiro e anexado ao processo em que Rose defende sua união estável com Gugu Liberato.

A defesa sustenta que o casal conviveu nos últimos 20 anos "de modo duradouro, contínuo e público", ainda que não fossem oficialmente casados. A ação corre na 9ª Vara da Família e Sucessões do Foro Central de São Paulo.

Rose e a família de Gugu travam uma disputa pelo direito à herança avaliada em quase R$ 1 bilhão.

Poucas horas após o sepultamento do apresentador, foi lido à família o testamento elaborado por ele em 21 de março de 2011. O documento excluiu de Rose Miriam os direitos de herdeira.

De acordo com a defesa, os documentos foram assinados quando Rose vivia o momento mais difícil da luta contra a depressão. Na época, ela teria tentado suicídio. Para sustentar a tese, a defesa anexou ao processo cópias do prontuário de internação da paciente no hospital Albert Einstein, em São Paulo, em 27 de janeiro de 2011.

"Paciente admitida na unidade para tratamento psiquiátrico, veio do Rio de Janeiro, onde reside. Possui três filhos, um de 9 anos e gêmeas de 7 anos. Não possui casamento estável. Refere chorando não ser uma boa mãe e sentir solidão. Há dois dias tentou suicídio. Mentiu para o médico que seus remédios haviam acabado e solicitou nova receita”, registra o relatório do hospital Albert Einstein.

“Tomou 12 comprimidos de rivotril, 4 comprimidos de dramin, 10 comprimidos de dipirona e outros comprimidos que fez uso (sic) por ter encontrado pela frente", continua.

Apenas quatro dias depois da alta, em 25 de março, Gugu e Rose assinaram um "compromisso conjunto para criação de filhos". Pelo documento, eles se vinculam apenas "por respeito e amizade", sendo portanto "ligados tão somente como pais e como responsáveis pelo bem-estar de seus filhos".

No mesmo documento, Gugu e Rose atestam que "nada têm a reclamar um do outro pela deliberação de ambos em terem os seus filhos a qualquer título", e declaram estarem "plenamente satisfeitos, cada qual mantendo e conservando, isoladamente, sem qualquer participação ou ingerência do outro, os seus próprios bens".

Os advogados de Rose argumentam que a cliente "não estava em condições de gerir os atos de sua vida civil naquele determinado momento". Para eles, "o testamento de Gugu foi feito ignorando-se propositadamente a companheira Rose Miriam".

Em seu testamento, Gugu destinou 75% do seu patrimônio aos filhos: João Augusto, Sofia e Marina. Os outros 25% deveriam ir para seus cinco sobrinhos. A inventariante do testamento é Aparecida Liberato, irmã do apresentador.