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CULTURA

Belém recebe o 17º Festival de Cinema Francês do Brasil no dia 29

iEvento conta com 21 filmes, entre inéditos e clássicos, e contará com sessões no Cine Libero Luxardo e no Moviecom até 11 de novembro

Eduardo Rocha

20 de outubro de 2026 às 19:59

'O Beijo Elétrico' é uma das atrações da programação do festival em Belém

'O Beijo Elétrico' é uma das atrações da programação do festival em Belém ( Foto: Divulgação )

Todo mundo sabe que a escola francesa de cinema é uma das principais do mundo. Quando se fala nessa arte, não tem como não se referir aos Irmãos Lumière (Auguste e Louis Lumière), que criaram o cinematógrafo, aparelho portátil que registrava e projetava imagens em movimento, e que, em 28 de dezembro de 1895, realizaram a primeira exibição pública e comercial paga em Paris. Portanto, de cara, o público em Belém já tem por que conferir as atrações da 17ª edição do Festival de Cinema Francês do Brasil, a começar em 29 deste mês, estendendo-se até 11 de novembro, incluindo a capital paraense entre as mais de 50 cidades brasileiras a receber o evento. As sessões ocorrerão no Cine Libero Luxardo, do Centur, e no Moviecom, na travessa Padre Eutíquio, 1078. O festival exibirá 19 filmes inéditos e recentes e dois clássicos - 21 trabalhos no total. A programação em Belém pode ser conferida aqui. 

O 17º Festival de Cinema Francês do Brasil reúne produções que integraram os festivais de Cannes, Veneza, Locarno e l’Alpe d’Huez. A programação chega aos cinemas de mais de 50 cidades simultaneamente, apresentando um panorama da recente cinematografia francesa com obras destinadas a todos os públicos. Entre elas, estão filmes premiados e sucessos de público e de crítica. São Paulo e Rio de Janeiro recebem uma delegação formada por sete profissionais, entre atores e diretores de diferentes gerações, que apresentam seus filmes em sessões com o público e participam de debates. O festival, ao longo de suas edições, já alcançou mais de 2,5 milhões de espectadores, consolidando-se como o principal evento nacional dedicado à cinematografia francesa.

Entre as atrações do festival, "A Grande Escapada/La Grande Vadrouille", de Gérard Oury, permite rever uma das comédias mais populares da França, que está completando 60 anos. Lançado em 1966 e estrelado por Bourvil, Louis de Funès e Claudio Brook, o filme acompanha dois civis franceses que ajudam pilotos britânicos a escapar da ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Com mais de 17 milhões de espectadores na França e mais de 60 milhões em todo o mundo, a produção, distribuída pela Bonfilm, permanece como um marco da comédia francesa.

O outro clássico é a animação cult "O Rei e o Pássaro/Le Roi et L’Oiseau", de Paul Grimault, distribuída pela Bonfilm. Inspirado no conto “A Pastora e o Limpador de Chaminés”, de Hans Christian Andersen, começou a ser desenvolvido em 1946, a partir da parceria entre Grimault e o poeta Jacques Prévert. O filme comemora 80 anos e traz muito humor, poesia e reflexões filosóficas com diálogos de Prévert. Já foi visto por mais de 2,3 milhões de espectadores nos cinemas desde seu lançamento. O animado integra o programa educativo promovido pelo festival com sessões para jovens de escolas da rede pública.

Um dos destaques da programação é um filme que mostra a importância de lutar pela liberdade frente às violências políticas, ainda mais no momento atual em todo o mundo. "A mensagem está expressa no espetacular díptico "De Gaulle: A França Livre", de Antonin Baudry. Uma obra que já superou mais de cinco milhões de espectadores na França", como ressalta a curadora e diretora Emannuelle Boudier.

O também curador e diretor, Christian Boudier, diz: "É fundamental que o cinema cumpra seu papel de abrir perspectivas e levantar questões sobre os desafios diários da vida. Principalmente em tempos de crises, sejam elas políticas ou morais".

O Festival promove, desde o dia 26 até 30 deste mês, no Rio de Janeiro, o LAB Franco-Brasileiro de Roteiros, reunindo 15 selecionados de estados para discussões sobre seus projetos de série e de longas-metragens com professores franceses. A iniciativa é uma parceria com o Conservatório Europeu de Escrita Audiovisual (CEEA), escola parisiense referência para a formação de roteiristas na França, e com o Projeto Paradiso.

Confira os filmes do festival:

- "A Grande Escapada/La Grande Vadrouille", de Gérard Oury
- "O Rei e o Pássaro/Le Roi et L’Oiseau", de Paul Grimault
- "De Gaulle: A França Livre/ La Bataille De Gaulle" (Partes I e II), de   Antonin Baudry
- "O Beijo Elétrico/La Vénus électrique", de Pierre Salvadori
- "O Sentido da Vida/Soudain", de Ryūsuke Hamaguchi
- "Júpiter/Jupiter", de Alexandre Smia
- "A Ilustre Desconhecida/Ni vue ni connue", de Marc Fitoussi
- "O Que é o Amor?/C'est quoi l'amour?", de Fabien Gorgeart
- "Compostela, o Caminho da Terapia/Compostelle", de Yann Samuell
- "Minha vida de sereia/Miss Mermaid", das diretoras Pauline Brunner e Marion     Verlé
- "Bem-vindos à La Comédie-Française/De la Comédie-Française", comédia de         Martin Darondeau e Bertrand Usclat
- "Uma Menina de Ouro/Une fille en or", de Jean-Luc Gaget 
- "A Casa das Mulheres/La maison des femmes", de Mélisa Godet
- "O Canto da Floresta/Le Chant des Forêts", de Vincent Munier 
- "A Busca de Charlie/Les matins merveilleux", de Avril Besson
- "Sem Piedade/Sans Pitié", de Julien Hosmalin
- "Duas Pessoas Trocando Saliva/Deux personnes échangeant de la salive", de       Natalie Musteata e Alexandre Singh
- "Victor, como Hugo/Victor comme tout le monde", de Pascal Bonitzer
- "Molière, Cyrano e o Pequeno Rei/Les caprices de l'enfant roi", de Michel       Leclerc
- "O Fantasma da Ópera/ Le Fantôme de l’Opéra", de Alexandre Castagnetti