A atmosfera introspectiva, melancólica e dançante da banda siberiana de post-punk e darkwave Ploho, fundada no ano de 2013, na cidade de Novosibirsk, na Rússia, chegará pela primeira vez à capital paraense neste domingo (8), no Studio Pub Belém, a partir das 19h. A programação do evento conta com abertura dos DJs Bionica e Jonn Noir, ambos da produtora Dança no Escuro, e uma apresentação da banda paraense Nevvoa, um projeto de post-punk, darkwave e pop alternativo de Belém. Os ingressos estão disponíveis online.
Veja clipe da banda Ploho
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No Brasil, a turnê da banda Ploho passa por São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belém. Na capital paraense, o show é organizado pelas produtoras Xaninho Discos, Dança no Escuro e GOS Concerts. “Querido Brasil, estamos muito felizes em começar a nossa parte da turnê no seu país, e mais felizes ainda por tocar não um, mas seis shows neste país enorme, lindo e diverso. Esperamos todos vocês nos nossos shows. Vamos fazer disso algo inesquecível!”, afirma a banda, em publicação no Instagram.
“Nestes 20 anos de Dança no Escuro, jamais pensamos ser possível assistirmos, em Belém, a apresentação de uma banda com a grandeza e de projeção mundial como a Ploho”, diz o DJ Jonn Noir, produtor na Dança no Escuro.
A Ploho, cujo nome em tradução do russo significa “mal” ou “ruim”, traz uma sonoridade marcada por linhas de baixo melódicas e guitarras que refletem o som do ambiente, por meio de efeitos como o “reverb” e também pelo uso de sintetizadores. A atual formação é composta por Viktor Uzhakov nos vocais e guitarra, Andrei Smorgonsky no baixo, e Igor Starshinov nos sintetizadores, e traz canções que abordam a desesperança, os dilemas da vida na cidade, a nostalgia e também questões políticas.
“A morte; o macabro; os prazeres carnais; o existencialismo; o profano; o obscuro; a solidão; entre outros, costumam ser temas tabus na cultura oficial. A subcultura gótica explora e encara esses e outros temas de frente de forma honesta e catártica”, explica o produtor Jonn Noir.
A apresentação dos DJs Jonn Noir e Bionica traz os dois artistas dividindo o set. “Preparei um set que deve explorar, além de darkwave e post-punk, músicas que passam pelo electropop; synthpop; gothic rock, new wave; new romantic e outros estilos pertinentes no meio gótico”, detalha a DJ Bionica, também produtora na Dança no Escuro.
Para a artista, é uma honra dividir espaço com a banda siberiana e a banda Nevvoa. “Qualquer artista, seja banda ou DJ, se sentiria assim participando da abertura de um show inédito de uma banda de renome mundial como a Ploho. A banda Nevvoa, apesar de nova, demonstra competência, habilidade e comprometimento com a cena e público que rapidamente conquistou”, destaca a DJ Bionica.
Melancolia amazônida
Nas letras da Ploho, a figura da cidade russa é mais que um cenário, se tornando uma espécie de personagem, que reflete a introspecção e sentimentos diversos. Em Belém, mesmo com o clima tropical, praticamente oposto, também há espaço para a melancolia. A banda Nevvoa, criada no início de 2025, é formada por Armando Monteiro (baixo e voz) e Kalinda Batista (guitarra), e busca expressar sentimentos através da música.
A sonoridade é inspirada por bandas como A-ha, Depeche Mode, The Cure e Legião Urbana, trazendo também referências de bandas modernas de post-punk, como French Police, Motorama, Human Tetris e outras.
“As músicas da NEVVOA são muito pessoais. Esse era um dos objetivos do projeto. Fazer músicas pessoais quase como uma forma de desabafo. Porém, além da melancolia, que é presente no nosso estilo de som, falamos também nas letras coisas sobre a natureza, saudade, amor, o universo e muitos outros temas”, compartilha Armando Monteiro.
A banda planeja o lançamento de um EP e lançará também a canção “Chove Todo Dia”, uma homenagem à Belém. No dia, serão apresentadas também composições inéditas. “É uma oportunidade de mostrar um pouco do que estamos construindo musicalmente e de apresentar outras facetas da NEVVOA. Queremos que o público conheça nosso som, curta o show e, quem sabe, se identifique”, conclui a guitarrista Kalinda.
*(Estagiária sob supervisão de Abílio Dantas, coordenador de Cultura do Grupo Liberal)
