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SUCESSO

Ator paraense celebra sucesso de 'Dom de Iludir' na Netflix

Natural de Belém, Phellipe Marques contou detalhes da construção do personagem e dos bastidores das gravações

Hannah Franco

5 de novembro de 2026 às 10:56

( Foto: Reprodução/Instagram )

O ator paraense Phellipe Marques comemora a repercussão de “Dom de Iludir”, série brasileira que alcançou o segundo lugar entre as produções mais assistidas da Netflix no Brasil. Natural de Belém, ele integra o elenco da trama, dirigida por Mauro Mendonça Filho, e interpreta um policial civil do setor antissequestro.

Estrelada por Marieta Severo, Alice Wegmann e Nanda Costta, a produção mistura suspense, conflitos familiares e reviravoltas em uma história ambientada na elite carioca. Lançada em 28 de outubro, a série rapidamente ganhou destaque no ranking nacional da plataforma.

Para Phellipe, participar da produção representa mais uma etapa importante de sua trajetória. Antes disso, o ator também integrou “Man on Fire”, produção internacional gravada no México, em 2024, na qual contracenou com Alice Braga.

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“Os sonhos também precisam encontrar maneiras de sobreviver à realidade. Participar de Dom de Iludir, ao lado de grandes nomes da dramaturgia brasileira e sob a direção de Mauro Mendonça Filho, representa uma conquista profissional extremamente relevante. Cada personagem é uma oportunidade de mostrar aquilo que venho construindo ao longo dos anos”, afirma.

Na série, o artista faz uma participação pontual como policial civil. Para construir o personagem, utilizou referências do teatro e observou profissionais que exercem funções de autoridade. O objetivo era transmitir credibilidade mesmo com pouco tempo de tela.

“O desafio não é simplesmente vestir a roupa de um policial, mas fazer com que o espectador acredite naquele homem, mesmo que ele apareça por pouco tempo. É um exercício de síntese, de construir uma identidade convincente em poucas cenas. E isso exige do ator experiência, sensibilidade e capacidade de transformar suas referências em verdade diante das câmeras”, explica.

Paraense conta bastidor curioso durante gravação

A preparação para o papel também rendeu uma situação inesperada. Durante o teste, Phellipe recebeu a orientação de deixar o personagem com características mais cariocas e incorporou expressões locais ao texto. A adaptação contribuiu para sua aprovação, mas, durante a gravação, o diretor percebeu que algumas falas estavam diferentes do roteiro.

“Ele olhou para o roteiro, olhou para mim e disse, surpreso: ‘Peraí, nada do que tu disseste está aqui!’. Comecei a rir, e ele, com firmeza, mas também de maneira muito acolhedora, explicou que qualquer alteração precisava passar primeiro pela direção”, relembra.

Apesar das conquistas, o ator reconhece que a profissão é marcada por incertezas e pela necessidade de persistência. Cada trabalho, segundo ele, representa uma oportunidade de ampliar sua presença no mercado artístico e conquistar novos personagens.

“Nossa profissão é marcada por muitas incertezas. Existem momentos em que recebemos tantos nãos que acabamos questionando até nossa própria capacidade. Por isso, quando uma produção reconhece o seu trabalho e escolhe você entre tantos profissionais talentosos, existe ali uma validação muito importante”, destaca.

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