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Arte Pará 2026 reforça identidade amazônica e celebra 80 anos de O Liberal

Exposição no Museu do Estado do Pará apresenta 105 obras de 25 artistas e homenageia Carmen Sousa, pioneira das artes regionais

Eduardo Rocha

5 de novembro de 2026 às 23:16

( Foto: Carmem Helena/ O Liberal )

A abertura do Arte Pará 2026, realizada na noite desta quinta-feira (5) no Museu do Estado do Pará (MEP), reforçou a proposta do Grupo Liberal de valorizar a identidade amazônica dos paraenses. O evento, que tem o Grupo Liberal como idealizador, apresenta um conjunto de obras que traduzem a trajetória e o imaginário de quem vive nesse bioma. A mostra traz ao público 105 obras de 25 artistas selecionados, além de homenagear a artista plástica Carmen Sousa, uma das pioneiras das artes na região.

Uma das atrações do Arte Pará deste ano é o projeto educativo que oferece assessoramento aos visitantes e celebra os 80 anos de história do Jornal O Liberal. A forte relação entre o Arte Pará e o jornal foi destacada por Ronaldo Maiorana Júnior, representante do Grupo Liberal, durante seu pronunciamento na cerimônia.

O legado do Arte Pará e a família Maiorana

Ronaldo Maiorana Júnior expressou satisfação em participar da abertura da 42ª edição do Arte Pará 2026, ressaltando o ano como “emblemático” fazendo referência ao aniversário de 80 anos do Jornal O Liberal. “É muito bom ver que o projeto idealizado pelo meu avô Romulo e pela minha avó Deia, se mantém tão consistente, tão vivo e segue contribuindo com a classe artística e com a cena cultural do nosso estado”, enfatizou.

Sérgio Oliveira, Keyla Sobral e Ronaldo Maiorana Júnior
Sérgio Oliveira, Keyla Sobral e Ronaldo Maiorana Júnior (Carmem Helena/ O Liberal)

Ronaldo salientou que a missão do Grupo Liberal, como grupo de comunicação, não é apenas informar, mas também dar destaque ao que merece ser visto na sociedade, e as expressões artísticas são partes fundamentais disso. O representante do Grupo Liberal fez questão de agradecer às instituições parceiras e aos patrocinadores que tornaram o evento possível.

Seu discurso relembrou o ano de 1982, quando Romulo (1922-1986) e Déa Maiorana (1934-2026), então dirigentes do Grupo Liberal, concretizaram a primeira edição do Arte Pará, sob a chancela do Jornal O Liberal. Desse modo, a abertura da mostra nesta quinta-feira funcionou como um encontro especial de gerações de admiradores das artes visuais produzidas no Pará e na Amazônia.

“O Arte Pará, em sua 42ª edição, está aberto, e esperamos que vocês todos possam aproveitar esse evento ao máximo”, destacou Sérgio Oliveira, coordenador geral do evento e diretor de Mercado Leitor do Grupo Liberal.

Durante o evento, também foi mencionada a contribuição de Sônia Renda e Roberta Maiorana, como dirigentes da Fundação Romulo Maiorana, para o projeto.

Diversidade artística e amazônica em destaque

Os trabalhos reunidos no Arte Pará 2026 exaltam diversas nuances da trajetória histórica e cultural dos povos que constituem a Amazônia. Os visitantes da mostra podem conferir linguagens artísticas variadas na abordagem de temas, como o dia a dia da religiosidade regional e o trabalho ribeirinho.

Outros focos incluem personagens históricos, cenas da cultura popular da região, artigos vendidos no comércio de Belém, a sonoridade múltipla do Norte do Brasil por meio de projeto de gravações, a dança retratada em pinturas e um enfoque inédito do surgimento da cidade de Belém, em videoarte.

Artistas e temáticas do Arte Pará 2026

O Arte Pará 2026 recebe obras dos seguintes artistas:

  • Alessandro Falco
  • Ana Mendes
  • Bruno Cantuária
  • Caio Paixão
  • Carol Abreu
  • Dias Jr
  • Diego Azevedo
  • Emily Guimarães
  • Felipe Ferreira
  • Flori Jacamo Hurtado
  • Itatiane Moraes
  • Jo Santos
  • Lucia Gomes
  • Luciana Lemos
  • Maria José Batista
  • Mauro Joaquim Lima
  • Matheus Bento
  • Matheus Duarte
  • Maurileno Sanches
  • Nay Jinknss
  • Petcho Silveira
  • Renee Miranda
  • Samir Dams
  • Nazas
  • Val Sampaio

Entre as obras, destaca-se uma pintura da fotógrafa e artista visual Nay Jinknss, que foca na figura mitológica africana Anance. A obra aborda a morte em homenagem à professora e ativista cultural Zélia Amador de Deus, falecida em setembro aos 76 anos.

Parceria e compromisso com a cultura

Bruno Silva, diretor do Museu do Estado do Pará (MEP), reforçou o compromisso da instituição na parceria com o Grupo Liberal para enaltecer a produção artística paraense. Esta 42ª edição do Arte Pará é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

A mostra, realizada pela Fundação Romulo Maiorana, conta com a curadoria da artista visual Keyla Sobral. O evento possui o patrocínio do Grupo Equatorial (patrocinadora master), da Phebo e da Vale.

Arte Pará 2026
Foto: Carmem Helena/ O Liberal
Foto: Carmem Helena/ O Liberal

O olhar da curadoria

Keyla Sobral, curadora da exposição, escolheu o título “Breve Canção para Reflorescer” para o texto desta edição. “Um título que nasce do desejo de pensar a arte como possibilidade de reinvenção, resistência e criação de novos mundos”, explicou.

Segundo a curadora, a exposição apresenta uma Amazônia pluralizada que não se encaixa em uma única narrativa, paisagem ou perspectiva, revelando diferentes experiências, territórios, memórias e sensibilidades. “Gosto de pensar uma Amazônia que não precisa ser explicada por inteiro, porque sua potência está justamente naquilo que transborda, diverge e escapa”, pontuou Keyla.

Sobral também expressou o desejo de que esta edição represente um gesto de continuidade e renovação do Arte Pará, funcionando como um espaço de encontros, reconhecimento da produção artística e abertura para novas vozes e possibilidades na arte contemporânea.

Apoio de patrocinadores

Michelle Miranda, analista de Responsabilidade Social do Grupo Equatorial, patrocinadora master da mostra, enfatizou a importância do apoio. “A Equatorial contribuindo para um evento como esse demonstra que ela valoriza, que ela respeita a história também desse povo”, declarou.

A analista disse ainda que a iniciativa permite que artistas alcancem níveis de conhecimento e identidade, ultrapassando as fronteiras do estado para obter reconhecimento em outros lugares. Já a Phebo ressaltou que o apoio ao Arte Pará serve para “renovar nossa conexão com o Pará”, visto que a empresa começou em Belém, em 1930, possuindo raízes paraenses.

A Phebo, com sua relação particular com a natureza, transforma ingredientes, aromas e sensações em experiências que traduzem a diversidade do Brasil. “Essa conexão com o Brasil tem, naturalmente, uma relação muito forte com a Amazônia e com o universo de possibilidades que o Pará oferece”, afirmou a empresa.

Nesse sentido, o Arte Pará representa uma iniciativa de enorme relevância, fortalecendo o cenário das artes visuais e ampliando a visibilidade de talentos que contribuem para a renovação da produção artística nacional. Durante a abertura, foi ressaltado que “a Vale foi a primeira empresa a investir no projeto do 42º Salão Arte Pará, iniciativa da qual a Vale é parceira de longa data”.

Serviço

  • Evento: Arte Pará 2026
  • Local: Museu do Estado do Pará, no entorno da Praça Dom Pedro II, s/n, na Cidade Velha, Belém (PA)
  • Visitação: Até 30 de janeiro de 2027
  • Horário: Das 9h às 17h, de terça a domingo
  • Entrada: Gratuita

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