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Arte Pará 2026 intensifica preparativos para a abertura no MEP

Coordenação da mostra promovida pelo Grupo Liberal mantém calendário de serviços para o funcionamento da exposição com trabalhos de 25 artistas visuais do Pará

Eduardo Rocha
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Consolidada a seleção dos 25 artistas que terão seus trabalhos em exposição ao público a partir de 5 de novembro no Museu do Estado do Pará (MEP), no bairro da Cidade Velha, em Belém, a coordenação do Arte Pará 2026 intensifica os preparativos para a realização dessa mostra em sua 42ª edição. Como iniciativa do Grupo Liberal para valorizar e divulgar a arte contemporânea produzida no estado, o Arte Pará é coordenado pela Fundação Romulo Maiorana, e esse projeto é viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio da Phebo e da Vale. A artista homenageada este ano é Carmen Sousa, com parte de sua obra sendo exposta em uma sala específica no evento.

Na preparação da mostra, providências têm sido adotadas a partir da sede do Grupo Liberal, no bairro do Marco. Desde a semana passada, ou seja, quando foram anunciados no dia 14 deste mês os 25 participantes do evento, e até o final de agosto, é providenciado o desenvolvimento do projeto expográfico e o encaminhamento de ações objetivando a montagem da exposição.

Outras ações neste período envolvem o planejamento das atividades educativas e programação paralela previstas para o Arte Pará 2026. Ao longo de setembro, será finalizada a produção das obras; a organização da logística de transporte; produção de suportes e estruturas expositivas; início da produção do catálogo e materiais educativos e outros serviços. Em outubro, ocorrerá a montagem da exposição e finalização da expografia, entre outras atividades previstas.

Em novembro, começará a visitação pública, a realização de atividades educativas, visitas mediadas e programação cultural associada. Todo esse cronograma de serviços é acompanhado de perto pela curadora da mostra, artista visual Keyla Sobral, e Sérgio Oliveira, diretor de Mercado Leitor do Grupo Liberal e consultor do Arte Pará 2026.

“Esse conjunto de serviços já está sendo desenvolvido com foco na estruturação da mostra, para que os artistas possam contar com uma exposição que valorize os trabalhos deles e o público possa desfrutar de um ambiente acolhedor para  proporcionar, de fato, o acesso a essa produção artística contemporânea em evidência no evento”, ressalta Sérgio Oliveira.

Os 25 artistas selecionados para o Arte Pará 2026 são: Alessandro Falco, Ana Mendes, Bruno Cantuária, Caio Paixão, Carol Abreu, Dias Jr, Diego Azevedo, Emily Guimarães, Felipe Ferreira, Flori Jacamo Hurtado, Itatiane Moraes, Jo Santos, Lucia Gomes, Luciana Lemos, Maria José Batista, Mauro Joaquim Lima, Matheus Bento, Matheus Duarte, Maurileno Sanches, Nay Jinknss, Petcho Silveira, Renee Miranda, Samir Dams, Nazas e Val Sampaio.  

A abertura do Arte Pará ocorrerá em novembro, pelo fato de que, neste penúltimo mês de 2026, o Jornal O Liberal, berço do Grupo Liberal, completará 80 anos de história. O Jornal e o Arte Pará são frutos do empreendedorismo de Romulo Maiorana (1922-1986) e de sua esposa, Déa Maiorana (1934-2026). Em 1982, o casal concretizou o projeto de dar uma vitrine para as artes produzidas no Pará por meio do Arte Pará, que chega, agora, à 42ª edição. 

image O Museu do Estado do Pará (MEP), no centro histórico de Belém, sediará o Arte Pará 2026 (Foto: Divulgação)

Pintar o tecido da vida

Entre muita gente que tem uma relação afetiva com o Arte Pará, está José Ribamar Silva Nery, mais conhecido como Rybas. Esse artista plástico revelou seus trabalhos nos anos 1980, em uma exposição no Teatro Experimental Waldemar Henrique. Rybas já tomou parte em diversas mostras coletivas e individuais dentro e fora do Pará.

“Amo pintar. É o meio de expressão que adotei para me comunicar com o mundo à minha volta. Pintei quadros no começo  da minha carreira e, há muito tempo, adotei o tecido como superfície para minhas obras. Isso me realiza muito, porque o tecido está nas bandeiras, nas festas populares e nas roupas do nosso povo”, destaca Rybas.

Esse artista revela como se dá o processo criativo dele. “É a partir da minha observação do cotidiano, ou seja, da vida simples do povo, das questões que nos afligem como seres humanos, como, por exemplo, o desrespeito com o meio ambiente, com o nosso planeta, enfim, observando o homem como um ser contraditório, egoísta e indefeso”.

Em sua trajetória artística, Rybas experimentou diversas técnicas de pintura, como óleo sobre tela, aquarela e giz de cera. No entanto, “a técnica que mais me satisfaz é a acrílica sobre tecido”. E Rybas costuma pintar sobre temas variados. Surgem nos trabalhos dele: anjo da guarda, cenas afro-brasileiras, pessoas isoladas, garimpo, temas ambientais e o amor.

Rybas participou do Arte Pará por várias vezes. “Por quatro vezes fui premiado, com dois prêmios Aquisição, uma Menção Honrosa e o Grande Prêmio”, ressalta. Rybas não tem dúvida sobre a importância de um artista participar dessa mostra em Belém. 

“O Arte Pará foi e continua sendo uma grande vitrine da produção artística contemporânea na Amazônia. A partir da minha experiência no Arte Pará, participei como convidado de uma mostra sobre a produção da pintura contemporânea brasileira no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, em 1993. Então, participei de exposições em São Paulo e no Rio de Janeiro”. Rybas atua como educador de Trânsito do Detran PA. Ele mora há 35 anos no Distrito de Icoaraci e nunca deixa de pintar. 





 

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