A COP 30 em Belém reuniu mais de 42 mil participantes de 195 países na Blue Zone, segundo dados do Ministério do Turismo e da Polícia Federal coletados entre 10 e 20 de novembro. O governo federal afirma que esta foi a segunda maior edição da história em público, atrás apenas da conferência realizada em Dubai. Realizada pela primeira vez na Amazônia, a COP 30 registrou 513.848 acessos ao longo dos 12 dias de evento, considerando a movimentação na Blue Zone e na Green Zone — um marco que evidencia o interesse global e local pela conferência sediada em Belém. O fluxo superior a meio milhão de pessoas em duas semanas reflete a intensa mobilização internacional, o forte engajamento da sociedade civil e a diversidade de atores reunidos para debater soluções e caminhos de enfrentamento da crise climática. A Conferência realizou em Belém um encontro plural, com presença significativa de povos indígenas, juventudes, especialistas, setor privado e representantes de governos. A conferência reforçou o papel da Amazônia como ponto de convergência para soluções climáticas e abriu espaço para novas formas de diálogo entre diferentes setores e territórios. Conferência reuniu milhares de pessoas em Belém: atenção voltada para o futuro do planeta (Aline Massuca/COP30) Cidades temporárias para as negociações globais O evento mobilizou uma das maiores e mais complexas infraestruturas já erguidas para uma conferência das Nações Unidas. Com 550 mil m2 de áreas oficiais distribuídas entre a Blue Zone e a Green Zone, Belém tornou-se palco de uma operação logística, tecnológica e humana sem precedentes no país. A Blue Zone concentrou a espinha dorsal da diplomacia climática, com 160 mil m2 de área total, dos quais 120 mil m2 foram inteiramente construídos como estruturas temporárias, erguidas especialmente para a COP 30. Outros 34 mil m2 correspondem ao Hangar e ao Centro de Gastronomia, áreas permanentes adaptadas para atender delegações, organismos internacionais e representantes de 195 países. A Blue Zone abrigou 149 pavilhões, sendo 78 de países, que montaram estruturas personalizadas para recepção, negociações e eventos; 71 escritórios, utilizados por delegações, equipes técnicas e organismos internacionais. Além de 430 EOIs (Expressões de Interesse): um recorde histórico que permitiu que ONGs, empresas, universidades, povos tradicionais e governos subnacionais solicitassem participação, demonstrando o engajamento global em torno da agenda climática. Green Zone A Green Zone, aberta ao público, foi planejada como o grande palco da sociedade civil, inovação e cultura amazônica. Com 45 mil m2, abrigou 61 pavilhões e estandes de organizações, instituições científicas, movimentos sociais, empresas e governos. O espaço reuniu atividades culturais, diálogos, exposições interativas e debates que conectaram ciência, povos da floresta, juventudes e iniciativas de economia verde. Imprensa de todas as partes do planeta A grandiosidade da COP 30 se refletiu na dimensão da cobertura jornalística nacional e internacional. Durante os 12 dias de conferência, Belém recebeu 2.371 profissionais de imprensa credenciados, representando 1.090 veículos de comunicação de todos os continentes, um marco que coloca o Brasil no centro da atenção global sobre a agenda climática. COP na mídia: 2.371 profissionais de imprensa foram credenciados (Thiago Gomes/O Liberal) A amplitude da cobertura fez da COP 30 um evento acompanhado minuto a minuto por televisões, rádios, jornais impressos, revistas, portais, agências de notícias e criadores de conteúdo. O interesse global destacou não apenas a importância das negociações multilaterais, mas também o protagonismo do Brasil na construção de soluções para a crise climática. Para o secretário extraordinário da COP 30, Valter Correia, esses números traduzem o impacto global da conferência. “A presença de mais de quatro mil profissionais de imprensa mostra que o mundo voltou os olhos para Belém. A COP 30 projetou a Amazônia e o Brasil para o centro do debate climático internacional e garantiu que cada etapa das negociações fosse acompanhada com transparência, rigor e alcance global”, afirmou. 800 Profissionais de segurança e emergência A COP30 reuniu em Belém uma força operacional sem precedentes para garantir segurança, proteção e atendimento ao público durante os 12 dias de conferência. Foram 628 agentes de segurança da Força Nacional, Gabinete de Segurança Institucional, Comando do Norte e segurança privada, além de 120 bombeiros e 62 brigadistas, distribuídos entre Blue Zone e Green Zone. A operação foi reforçada por 297 câmeras, 4 postos médicos e uma sala de descompressão com atendimento psicológico e psiquiátrico, compondo um sistema integrado de prevenção e resposta. A conferência contou ainda com 674 profissionais de limpeza (427 na Blue Zone e 247 na Green Zone); 10 restaurantes e 62 quiosques de alimentação; equipes técnicas em operação contínua; além de espaços de convivência, pavilhões temáticos, arenas culturais e áreas de negociação