A agropecuária de baixo carbono trata-se de medidas que têm o objetivo de reduzir ou minimizar a emissão de gases de efeito estufa na produção rural. Um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estimou, em março de 2025, o valor do carbono emitido pela agropecuária brasileira em torno de US\$ 11,54 por tonelada de CO2 equivalente, um valor que embaça políticas de sustentabilidade no setor. No Brasil, a agropecuária é um dos setores com maior emissão, com destaque para a pecuária, que respondeu por uma parcela significativa do total em 2024. De acordo com o agricultor Ernesto Katsunori Suzuki, o Pará enfrenta alguns desafios relacionados à redução de emissão de carbono. “Os desafios são a máxima difusão dentre os agricultores nas práticas, na expansão dos cultivos sustentáveis como modelos SAFTA, que fixam carbonos de forma equilibrada aproximando-se da floresta”, afirma o agricultor que, cultiva cacau de maneira sustentável na região de Tomé-Açu. “Cultivamos em Sistemas Agroflorestais de Tomé-Açu (SAFTA), que propicia segurança alimentar e receita desde o primeiro ano e de forma eterna na mesma área com culturas de ciclos curtos médios e longos, sendo renovados a cada 25 anos, se considerarmos um SAFTA com dendê como cultura principal”, ressalta Ernesto Katsunori. Práticas Vale destacar que as práticas sustentáveis podem focar também na conservação do solo e na redução do uso de combustíveis fósseis. Sendo assim, existem diferentes técnicas para atingir esses objetivos, são elas: - Recuperação de pastagens degradadas, por meio de semeadura e adubação. Isso auxilia a capturar carbono no solo; - Integração entre sistemas de lavoura, pecuária e floresta, conhecido como ILPF; - Prática de plantio direto, que minimiza o reviramento do solo para conservá-lo. Vale pontuar que o material orgânico de safras anteriores é reaproveitado como adubo; - Sistemas agroflorestais, conhecidos como SAFs. É uma forma de ocupar o espaço com diferentes espécies de plantas, favorecendo a conservação do solo.