Em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), a ministra Sonia Guajajara destacou as prioridades do Ministério dos Povos Indígenas após o evento. Entre os principais objetivos estão a implementação de políticas concretas para a proteção dos territórios, a garantia de financiamento direto e o avanço nas demarcações de terras indígenas. “Esperamos que, a partir desta conferência, tenhamos decisões concretas que garantam o reconhecimento dos territórios indígenas como uma política climática fundamental”, afirmou Sonia Guajajara, reforçando a urgência de ações imediatas. A ministra também destacou a relevância das florestas no combate às mudanças climáticas. “Precisamos que o mundo reconheça a importância das florestas para a mitigação do clima e que isso se traduza em ações práticas e financiamento direto para os povos indígenas”, disse. Sobre a política de preservação ambiental, Sonia se comprometeu com as metas de desmatamento: “O Brasil tem o compromisso de zerar o desmatamento na Amazônia até 2030, e nós, povos indígenas, estamos somando forças para garantir que isso se concretize. A proteção da Amazônia depende diretamente da proteção de nossos territórios.” VEJA MAIS Casa BNDES transforma Complexo dos Mercedários em polo de arte, cultura e sustentabilidade na COP 30 Aberto ao público até 21 de novembro, o espaço celebra o encontro entre biodiversidade, audiovisual e consciência ambiental, em um dos mais importantes patrimônios históricos de Belém. Parque da Bioeconomia em Belém pode movimentar R\$ 810 milhões nos próximos 5 anos Espaço inaugurado no Porto Futuro 2 pode gerar R\$ 60 milhões em receita em três anos e atender diretamente pelo menos 300 negócios inovadores, resultando em um faturamento para startups acolhidas pelo Parque em mais de R\$ 750 milhões até 2030. Outro ponto fundamental da entrevista foi o avanço das políticas de demarcação de terras indígenas e proteção territorial. “Queremos acelerar os processos de demarcação e dar continuidade à política de desintrusão para garantir a proteção da Amazônia. Além disso, buscamos garantir a implementação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) para fortalecer a gestão ambiental nas Terras Indígenas”, declarou. Por fim, a ministra destacou a importância do apoio legislativo. “Estamos articulando com o Congresso Nacional para transformar essas políticas em leis permanentes, como uma ação de Estado. Nosso objetivo é que os legados desta COP tragam resultados concretos para as comunidades indígenas”, disse.