Para impulsionar a economia verde e garantir escala a projetos estruturantes na região, o Banco da Amazônia anunciou o aporte de R\$500 milhões em aplicações voltadas a atividades de bioeconomia, infraestrutura verde e créditos de carbono. A estratégia é que o capital seja catalisador para atrair o mercado privado e mobilizar até R\$ 4 bilhões, que irão contribuir para alavancar o desenvolvimento sustentável na região. Vamos começar um roadshow logo após a COP com três fundos, voltado aos entes privados, para que a gente capte recursos, visando completar R\$4 bilhões e aplicá-los na região”, explicou Luiz Lessa, CEO do Banco da Amazônia. O movimento financeiro sintoniza-se com o espírito da conferência em Belém. Definida como a “COP da implementação”, as negociações na capital paraense têm o financiamento no centro das discussões, visando dar escala às ações de enfrentamento à mudança do clima e seus efeitos. O Banco da Amazônia participa ativamente das discussões nas Zonas Azul e Verde da conferência, contribuindo com sua expertise, apresentando estudos, programas e projetos que podem ser replicados e escalados. A instituição é responsável pelo financiamento de 60% do fomento na região. VEJA MAIS Parque da Bioeconomia em Belém pode movimentar R\$ 810 milhões nos próximos 5 anos Espaço inaugurado no Porto Futuro 2 pode gerar R\$ 60 milhões em receita em três anos e atender diretamente pelo menos 300 negócios inovadores, resultando em um faturamento para startups acolhidas pelo Parque em mais de R\$ 750 milhões até 2030. Casa BNDES transforma Complexo dos Mercedários em polo de arte, cultura e sustentabilidade na COP 30 Aberto ao público até 21 de novembro, o espaço celebra o encontro entre biodiversidade, audiovisual e consciência ambiental, em um dos mais importantes patrimônios históricos de Belém. Governança Na Zona Verde, o Banco da Amazônia promoveu, no seu estande, debate sobre práticas de investimento que considerem fatores ambientais, sociais e de governança (ESG) ao tomar decisões financeiras, ou seja, a construção de finanças sustentáveis, no painel “Governança Pública como caminho para o Desenvolvimento Econômico e Social”. A discussão partiu de um desafio existente: como garantir que o dinheiro destinado à Amazônia seja realmente usado para o desenvolvimento sustentável, de forma transparente e auditável? Na ocasião, o ex-presidente e ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, defendeu que bons mecanismos de governança são fundamentais. “Governança é direcionar, avaliar e monitorar. Nesse sentido, quando olhamos, por exemplo, para os bancos públicos, a avaliação de risco é crucial para que o dinheiro que pertence ao povo brasileiro seja bem aplicado", pontuou Nardes. No estande do banco, também foram realizados debates sobre a adoção dos padrões IFRS S1 (Sustentabilidade Geral) e IFRS S2 (Riscos Climáticos) na análise de investimentos e normas de divulgação em linguagem universal para que empresas e bancos reportarem seus riscos e práticas socioambientais e climáticas.