Consumidor deve insistir em não pagar mais por aluguel
Conselho Regional dos Corretores tem orientado corretores e locadores a manter os preços
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado para fixar o reajuste dos contratos de aluguéis, registrou queda de 1,15% na segunda prévia de dezembro, na comparação com igual período de novembro, quando houve recuo de 0,35%. No entanto, mesmo com a queda no balizador, os locatários não deverão sentir o efeito no bolso, segundo apontam especialistas no Pará. Os dados são da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgados nesta semana.
Presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Pará e Amapá (Creci-PA/AP), Jaci Colares acredita que a queda no IGP-M não será repassada nos valores dos aluguéis para o próximo ano. “Dificilmente os preços cairão. Estamos aconselhando tanto aos corretores, quantos aos locadores, para também não ter reajustes”, explica. Colares ressalta que hoje, o mercado imobiliário está saindo da crise enfrentada desde meados de 2017, quando a procura por aluguéis apresentou recuo, em média, de 10%, na Região Metropolitana de Belém (RMB).
“O setor está animado com a recuperação da economia. Esperamos que a procura aumente, ou que os imóveis mais valorizados sejam os mais procurados”, acrescenta Colares. Segundo ele, em média, hoje, Belém passa a ter apartamentos de dois quartos, por exemplo, com valores de R$800 até R$3.500, dependendo da localização. Os bairros de Batista Campos, Umarizal, Nazaré e Reduto são os mais valorizados.
“Dependendo das condições do imóvel, um apartamento mais simples, menor e antigo, no centro, é mais caro que um lançamento na [avenida] Augusto Montenegro ou na BR-316”, compara o presidente do Creci.
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