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Mercado tradicional deve inovar para atender as demandas

Apesar disso, adaptação às novas tecnologias será cada vez mais exigida aos profissionais

Elisa Vaz

De acordo com o coordenador de projetos e conteúdo da Redes, iniciativa da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), Júnior Lopes, que também integra a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), embora, ao redor do mundo, as profissões mais tecnológicas já sejam uma realidade, no Pará, o mercado ainda deve demorar alguns anos para se adaptar totalmente. "Percebo que as funções mais tradicionais têm mais demanda no mercado paraense. Pela movimentação que percebo, no próximo ano esse cenário tecnológico pode ser uma realidade para nós", pontua.

Ele acredita que todas as profissões, mesmo as tradicionais, devem se adaptar ao mercado da tecnologia. "Há, cada vez mais, a exigência de que profissionais de áreas tradicionais se adaptem às tecnologias. Por exemplo, engenheiros mais especializados no uso de maquetes virtuais, realidade virtual e outros", diz.

Junior Lopes é coordenador de projetos e conteúdo da Redes Fiepa (Arquivo pessoal)

O diretor do Senai de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM), Adriano Lucheta, destaca que há um grande interesse por parte das mineradoras na implementação de inovações industriais envolvendo conceitos da chamada Indústria 4.0, como data analytics, big data, inteligência artificial, virtualização/digitalização de plantas industriais, internet da coisas, conectividade 5G, visão computacional, veículos autônomos e drones, segurança cibernética, impressão 3D e manufatura aditiva.

Partes desses conhecimentos, segundo ele, já são abraçadas por profissões tradicionais, como as engenharia da computação, elétrica, de materiais, de controle e automação, mecatrônica e outras. "O catálogo de disciplinas das profissões existentes deverá acompanhar a quarta e a quinta revoluções industriais e novas profissões serão criadas para atender ao perfil dos novos profissionais demandados pelo setor mineral", comenta. "Mais do que elencar um conjunto de profissões do futuro (hard skills), os novos profissionais também precisam investir nas chamadas soft skills, desenvolvendo habilidades como o pensamento sistêmico e multidisciplinar, soluções de problemas complexos, facilidade de comunicação e trabalho em equipe, orientação para o resultado, pensamento criativo e proatividade", completa.

PANORAMA

Capacitação da indústria até 2023

♦ 10,5 milhões de trabalhadores em ocupações industriais devem ser qualificados no Brasil
♦ 189.622 trabalhadores em ocupações industriais devem ser qualificados no Pará

Fonte: Senai

Indústria da mineração até 2024

♦ R$ 22,013 bilhões devem ser investidos no território paraense
♦ R$ 18,863 bilhões devem ser investidos em infraestrutura, transformação mineral e outros negócios
♦ 266 mil empregos diretos e indiretos devem ser gerados pelo setor
♦ 20% do PIB paraense será proveniente da mineração

Fonte: Simineral

Jovens profissionais veem setor mineral com otimismo

Quem está conseguindo trilhar uma das profissões mais promissoras do mercado da mineração é Antônio Wilson da Silva, de 25 anos. Ao escutar as histórias do pai sobre o setor, ele migrou de função logo na seleção para uma empresa do ramo mineral no Pará.

Com experiência como soldador, Antônio concorreu a uma vaga de operador de mina. Agora, sua meta é concluir a graduação. "Vou completar cinco anos na empresa. Quando eu entrei, tinha somente o ensino médio e, agora, estou estudando engenharia mecânica. Eu sempre quis fazer um curso de engenharia. Busco melhorar minha qualificação e crescer junto com a empresa", comenta.

Já o técnico em eletromecânica Ismael Ribeiro, de 32 anos, optou pela área em 2006, quando fez um curso de aprendizagem pelo Senai. Trabalhando na função há 13 anos – conseguiu uma vaga logo que terminou a capacitação –, hoje Ismael é funcionário da Vale. Segundo ele, as principais mudanças no seu segmento foram automação, eletrônica embarcada e informática. "A busca por capacitação é fundamental, mesmo quando você já está inserido no mercado. Fiz vários cursos profissionalizantes e técnico em diversas áreas, porque temos que nos adaptar às novas tecnologias, então a busca por conhecimentos é constante", afirma.

Ele também acredita que sua profissão é promissora. "As máquinas vão ficando complexas e inteligentes, mas sempre vão precisar de técnicos para mantê-las em bom funcionamento. O futuro será para aqueles que buscam acompanhar as mudanças das tecnologias, e pretendo continuar nessa área, pois ela será cada vez mais presente no nosso cotidiano", diz Ismael.

Reportagem
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