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Manioca: negócio que fortalece a agricultura familiar

Produto estabelece uma relação social e ambiental em um projeto pelo Fundo Vale, através da AMAZ Aceleradora de Impacto

Dilson Pimentel

A agricultura familiar tem uma relação direta com a agroecologia, que é uma forma de lidar com a terra de maneira sustentável, agregando conhecimentos científicos e tradicionais. O termo começou a ser usado entre as décadas de 1960 e 1980, quando se iniciaram as reivindicações por práticas que incorporassem as questões sociais, políticas, culturais, energéticas e ambientais à vida e ao trabalho no campo. Os manejos que se enquadram neste conceito incluem a prática de uma agricultura orgânica, com o emprego de tecnologias limpas, sem agravamento das condições ambientais.

Projeto Manioca: exemplo de sucesso sustentável (Ana Lu Rocha)

Assim, a proposta da agroecologia é uma revisão dos métodos convencionais de manejo da terra em grande escala. E essa ideia amplia a capacidade desse trabalho: pode-se produzir cerca de 6% a 10% a mais do que no agronegócio, com atividades mais limpas e baratas.

A Manioca é uma startup que comercializa, para o Brasil e o exterior, uma linha de produtos regionais provenientes da biodiversidade da Amazônia. Mandioca, pimenta, feijão, entre outras produções familiares, são compradas de comunidades ribeirinhas e locais. Depois, são beneficiadas e vendidas, principalmente para restaurantes que trabalham com comida brasileira, entre eles os do eixo Rio-São Paulo.

É um grande case que alia a geração de renda à conservação. E um exemplo de negócio socioambiental, pois incorpora em sua missão o compromisso de transformação social e ambientalmente positiva.

Empresas com esse viés estão no meio do caminho entre as práticas industriais tradicionais e as organizações sem fins lucrativos, pois aliam objetivos econômicos e socioambientais ao mesmo tempo. Por isso mesmo, elas têm sido muito comumente chamadas de setor 2,5 (dois e meio), pois estão entre o segundo setor (o privado) e o terceiro setor (ONGs).

Relação social e ambiental

A relação entre empreendimentos como a Manioca com os agricultores e extrativistas que fornecem os produtos não é meramente comercial: busca deixar um legado social e ambiental. O projeto tem sido apoiado pelo Fundo Vale, por meio da AMAZ Aceleradora de Impacto.

"Negócios como a Manioca tem o potencial de valorizar a bioeconomia da Amazônia e oferecer uma alternativa de renda para as populações locais com base em atividades sustentáveis. Mostra que a floresta pode valer mais em pé do que derrubada”, assevera Márcia Soares, Líder de Parcerias e Redes do Fundo Vale.

Segundo ela, esse é o tipo de modelo econômico que o Fundo Vale busca promover: mais sustentável, justo e inclusivo. “Apoiando programas de aceleração que dão suporte a vários outros negócios como o da Manioca, acreditamos que a Vale ajuda a deixar um legado de sustentabilidade para o território".

Reportagem
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