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'Internet das coisas' visa à qualidade de vida

Em um futuro próximo, tudo ao redor das pessoas terá a possibilidade de ser conectado diretamente à internet

Elisa Vaz

Um dos profissionais que atuam diretamente com a área tecnológica no contexto da indústria 4.0 no Pará é o professor Mauro Margalho. Ele é graduado, mestre, doutor e pós-doutor em ciência da computação, e especialista em internet das coisas. 

No programa de pós-graduação onde dá aulas, ele segue a linha de pesquisa "Cidades Inteligentes". "É uma área bastante emergente e que faz um uso intensivo de tecnologias, principalmente as associadas à internet das coisas, com vistas a melhorar a qualidade de vida do cidadão. 

Também trabalho em uma empresa na área de tecnologia, então durante todo esse tempo de carreira acompanho o processo de evolução e a mudança das tecnologias, percebendo como isso muda gradativamente a vida de todos nós", contou o especialista.

Segundo o especialista, a indústria 4.0 se alicerça em uma tríade com bases consolidadas: internet das coisas, computação em nuvem e os sistemas ciber-físicos. Para ele, a internet das coisas não é uma profissão, mas, sim, uma filosofia.

"A internet surgiu em 1968 como uma rede para interligar computadores. Com o advento dos smartphones, as pessoas se beneficiaram com a mobilidade e a internet passou a interligar pessoas, não mais só computadores. A gente já conviveu por muito tempo com essa filosofia", diz. "O que acontece agora é um novo passo, onde a internet se torna real, faz parte do nosso dia a dia e se torna uma rede que não interliga apenas computadores e pessoas, mas interliga literalmente todas as coisas, daí que vem a expressão, é a evolução da internet para interligar tudo que conhecemos", complementa o professor.

Mauro Margalho, pós-doutor em ciência da computação: "Com o advento dos smartphones, a internet passou a interligar pessoas" (Divulgação)

Muitas pessoas não percebem esse comportamento, afirma Margalho, que cita a televisão como um exemplo sobre a internet das coisas. Hoje, a maioria dos aparelhos modernos já vem com sistema computacional, portanto, os consumidores conseguem não apenas assistir à TV, mas também usá-la como um computador. A proposta da internet das coisas, segundo ele, é justamente essa.

O especialista acredita que, em um futuro próximo, tudo ao redor das pessoas terá a possibilidade de ser conectado diretamente à internet. A vantagem, assegura o professor, é a comodidade de poder controlar todos os dispositivos remotamente: do trabalho, uma pessoa poderá acionar o ar-condicionado de casa para ficar gelando antes dele chegar.

VERSATILIDADE

Uma das principais características do profissional que atua dentro da internet das coisas, ou da indústria 4.0 no geral, é ter um perfil de "ultrapassar barreiras". Ou seja, esse trabalhador precisa entender de vários assuntos, a exemplo da computação, eletrônica, administração e segurança. "A partir do momento em que todos os dispositivos estão conectados à internet, há a questão da segurança e da privacidade.

O profissional não deve apenas fazer o dispositivo funcionar, na parte técnica, mas precisa pensar além disso, para que as pessoas possam usufruir da tecnologia sem arriscar ou expor sua privacidade. Esse equilíbrio envolve várias profissões", comenta Mauro Margalho.

Para o futuro, o cientista da computação acredita que a área tecnológica merecerá investimento, pois está, cada vez mais, em ascensão. 

Dentro das habilidades necessárias para alcançar o sucesso dentro da área, o especialista destaca a interdisciplinaridade, tendo conhecimento de várias áreas e sabendo transitar entre elas. "Com certeza, com o conhecimento técnico e a disposição de se engajar dentro das áreas de atuação, o profissional será muito valorizado", garante o professor.

Reportagem
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