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Rodolfo Marques

RODOLFO MARQUES

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

eleições

Pará abre campanha eleitoral com disputa acirrada pelo Governo e Senado em jogo

Rodolfo Marques

21 de agosto de 2026 às 14:29

A campanha eleitoral começou oficialmente no Pará, no domingo (16), sob o signo da disputa acirrada. Em um dos pleitos mais importantes da história recente do Estado, os paraenses irão às urnas para escolher o governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais. Embora todas essas disputas tenham peso na formação do futuro cenário político paraense, é a corrida pelo Palácio dos Despachos que concentra, neste momento, as maiores atenções. De um lado, a governadora Hana Ghassan (MDB), candidata à reeleição e respaldada pela estrutura política construída pela família Barbalho; do outro, o ex-prefeito de Ananindeua Daniel Santos (Podemos), que tenta transformar sua força eleitoral na Região Metropolitana em uma alternativa competitiva para chegar ao comando do Estado.

O equilíbrio aparece nas pesquisas de intenção de voto e ajuda a explicar o clima de tensão que marca o início da campanha. A força de Hana está diretamente associada ao grupo político que governa o Pará há anos e que tem no ex-governador Helder Barbalho uma de suas principais lideranças. A candidata terá à disposição uma boa estrutura de campanha, uma ampla rede de alianças e o discurso de continuidade de um projeto político que procura apresentar resultados e obras como credenciais para um novo mandato. A grande questão, porém, será saber até que ponto a força da base política será suficiente para converter aprovação e conhecimento de governo em votos.

Daniel Santos, por sua vez, aposta na ideia de mudança e na construção de uma candidatura capaz de reunir diferentes setores insatisfeitos com a permanência do grupo Barbalho no poder. Ex-prefeito de Ananindeua, ele chega à campanha com uma marca política própria. Seu desafio será ampliar essa força para o interior e diminuir seu desconhecimento em parcelas significativas do eleitorado. A eleição, para Daniel, exigirá a conquista de eleitores independentes e uma comunicação com um Pará muito mais amplo e diverso.

Paralelamente à disputa pelo governo, a eleição para o Senado promete uma batalha igualmente estratégica. São apenas duas vagas, o que torna cada candidatura e cada aliança especialmente relevante. O cenário ainda está aberto para a segunda cadeira, enquanto Helder Barbalho (MDB0 aparece em posição de destaque nas sondagens. Os deputados federais Éder Mauro (PL) e Celso Sabino (PDT); o senador Zequinha Marinho (Podemos); e o deputado estadual Chicão (União Brasil) brigam de forma acirrada pela preferência dos eleitores.

A composição da bancada federal também estará em jogo: o Pará elegerá 17 deputados federais, enquanto a Assembleia Legislativa terá renovação (ou não) de 41 representantes. O resultado dessas eleições definirá, em boa medida, as bases de sustentação política do próximo governo.

O eleitor paraense tem diante de si uma decisão sobre projetos de poder. Hana representa a continuidade de uma estrutura política consolidada, enquanto Daniel tenta encarnar a mudança e romper a hegemonia do grupo que domina o Executivo estadual. No fim das contas, a eleição será decidida pela capacidade de cada candidato(a) de convencer o eleitor de que seu projeto é o que melhor responde às perguntas que o Pará fará nas urnas.

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