Rodolfo Marques

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Pandemia se interioriza no Brasil, que carece de políticas públicas concretas; Pará busca equilíbrio

Rodolfo Marques

A covid-19 continua com índices muitos altos no Brasil. Embora tenha chegando uma certa “estabilidade” em relação ao incremento de casos de contaminações e mortes, o número diário de mortes (entre 900 e 1.100) mantém o alerta “ligado”, não apenas pelos índices ainda muito altos, mas pela interiorização da doença pelos milhares de municípios do país.

Uma esperança que vem se ampliando é em relação à descoberta de vacinas contra o novo coronavírus, a partir das várias pesquisas que estão em andamento pelo mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem demonstrado otimismo em relação aos estudos, mas estima que as pessoas só terão acesso às vacinas em 2021 – em virtude de todas as fases de testes necessárias, da eficácia comprovada e pelos critérios de distribuição e prioridades.

O Brasil continua extremamente vulnerável diante da pandemia. Foi uma das nações do mundo que não soube apresentar políticas públicas efetivas de combate à covid-19 e nem mesmo em apresentar planos de uma recuperação a médio e longo prazos. O país padeceu de discursos com “sinais trocados” entre o presidente da República e parte dos governadores e prefeitos, em especial sobre os riscos da doença e a respeito das políticas de distanciamento social.

Além disso, o auxílio emergencial às populações mais carentes, desenvolvido a partir de mobilização do Congresso Nacional, mostrou-se com alguma importância, mas apresentou várias falhas na execução e trouxe efeitos tardios. Também faltou ao governo federal uma ação mais clara para proteger pequenos e microempresários. A crise econômica brasileira, derivada da pandemia, tende a se tornar mais grave pela falta de acuidade do Planalto em enfrentar as problemáticas que se impuseram.

No Pará, com a reabertura da maior parte das atividades econômicas na Região Metropolitana de Belém, os índices de isolamento social continuam baixos. O Pará ocupava, em 21 de julho, a 19ª posição no ranking nacional de isolamento social. O Estado já apresentou mais de 142.000 casos de contaminas e mais de 5.500 mortes, em cerca de quatro meses da pandemia no Estado. A grande frequência aos balneários neste mês de julho gera apreensão com a possibilidade de um novo aumento de casos.

O Brasil apresenta, em 22 de julho, mais de 2 milhões de casos confirmados e aproximadamente 82.500 mortes, com cenários muito críticos nos Estados da região Sul do Brasil, além de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Na derrota do país para a covid-19, o fator das políticas públicas (insuficientes) emerge como uma importante variável explicativa. O Brasil se mostra ainda longe de superar a pandemia e iniciar um processo eficaz de recuperação sistêmica.

Rodolfo Marques
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