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O Liberal 80 anos
Rodolfo Marques

RODOLFO MARQUES

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Rodolfo Marques

Daniel Santos mescla quadros técnicos e políticos na equipe de transição

Rodolfo Marques

16 de outubro de 2026 às 12:48

A composição da equipe de transição anunciada pelo governador eleito do Pará, Daniel Santos (Podemos), revela uma estratégia de combinar conhecimento técnico da administração pública com experiência política e capacidade de articulação institucional. O grupo, formado por 24 integrantes e coordenado por Ed Wilson Dias e Silva, terá a responsabilidade de levantar informações sobre as condições financeiras, orçamentárias, contratuais e operacionais do Estado. A transição de gestão representa o primeiro  movimento concreto de preparação para o exercício do poder estadual.

Apresença de profissionais vinculados a áreas estratégicas da administração indica a preocupação em garantir um levantamento especializado das condições em que o governo será recebido. Na área jurídica, a coordenação ficará com João Luís Rolim de Castro. O planejamento contará com Thiago Matos e Ana Maria de Azevedo, enquanto Roberto Matos e Nilo Noronha representarão a área da Fazenda. São setores fundamentais para que o novo governo conheça a situação fiscal, os compromissos financeiros e a capacidade de execução das políticas públicas.

Ao mesmo tempo, a equipe não se limita a um corpo estritamente técnico. A presença de nomes como Arnaldo Jordy, ex-deputado federal e figura conhecida da política paraense, acrescenta uma dimensão política à composição. Jordy integra o grupo responsável pelo acompanhamento das empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações e autarquias, ao lado de Roberto Amoras e Alexandre Leite. Sua participação sinaliza que a transição também pode funcionar como espaço de articulação entre diferentes trajetórias e experiências.

Essa combinação tem importância particular porque a montagem de uma equipe de transição costuma oferecer pistas sobre o estilo de gestão que o governador eleito pretende adotar. A presença de especialistas em áreas administrativas e financeiras contribui para a produção de informações e a identificação de problemas, enquanto quadros com experiência política podem ajudar a  nterpretar prioridades, organizar interlocuções e preparar decisões.

Todavia, é importante distinguir a participação nesse processo de uma eventual nomeação para o primeiro escalão. Os integrantes foram indicados para uma tarefa específica, e a composição definitiva do secretariado e dos demais postos de comando dependerá de decisões posteriores de Daniel Santos.

Outro aspecto relevante é a diversidade de áreas contempladas. Saúde, segurança pública, assistência social, cultura, meio ambiente, saneamento e instituições financeiras estaduais estão representados no grupo, que inclui, entre outros nomes, Dayane Lima, Thalles Belo, Lívia Noronha, Vinicius Borba e Marcio Spindola.

O governador eleito do Pará inicia, assim, uma etapa em que precisará demonstrar capacidade de organização, diálogo institucional e planejamento. A transição poderá ajudar a definir o ritmo dos primeiros meses do novo governo. E a composição anunciada indica uma tentativa de reunir diferentes competências; a execução do trabalho mostrará se essa combinação será suficiente para  reparar uma gestão capaz de responder às expectativas criadas durante a campanha.

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