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REPÓRTER 70

Grupo Liberal

Mais tradicional coluna do jornalismo paraense. Aborda temas do cotidiano com atenção especial à economia e aos bastidores da política do Pará e do Brasil. | Twitter: @reporter_70

'Ameaça extraordinária', afirma Donald Trump ao anunciar ontem novas sanções econômicas contra Cuba

Veja os destaques da coluna Repórter 70 deste sábado (2)

O Liberal
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Crescimento

Energia solar supera R$ 300 bilhões em investimentos, diz a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Prêmio Platino Xcaret

Filmes dirigidos por mulheres são favoritos em prêmio ibero-americano. Concorrem com o brasileiro “O Agente Secreto”.

“Ameaça extraordinária”

Donald Trump, presidente dos EUA, anunciou ontem novas sanções econômicas contra Cuba e acusa o governo cubano de aplicar “políticas e práticas concebidas para prejudicar os Estados Unidos”.

DONA DÉA

LUTO

A Coluna deste sábado (2) começa registrando pêsames à família Maiorana, proprietária do Grupo Liberal, pela perda da sua matriarca, dona Lucidéa Maiorana, aos 91 anos, em São Paulo. Ao longo das últimas quatro décadas, dona Déa foi a presidente de um dos maiores grupos de comunicação do País que reúne, entre outros veículos, este jornal. Sempre reservada, mas com presença forte e acolhedora, dona Déa conquistou uma legião de amigos e admiradores. Ligada às causas sociais e culturais, ajudou a consolidar projetos como o Arte Pará, o maior salão de arte contemporânea do Norte do País, e ações como Criança Vida, sendo uma das pioneiras na defesa da implantação, pelas empresas, de programas de Responsabilidade Social.

GOVERNO

Tão logo confirmada pela família, a partida de dona Déa passou a repercutir nacionalmente na imprensa e nas redes sociais. No Jornal da Globo, exibido na noite de quinta-feira (1), a notícia dada pela jornalista Renata Lo Prete. O governo do Pará decretou luto oficial de três dias e a governadora Hana Ghassan destacou o legado de garra e perseverança da empresária, ressaltando sua contribuição para o protagonismo feminino e para o desenvolvimento da comunicação no Pará.

ANJ

Nas redes sociais, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) publicou post ressaltando que “a  trajetória de Déa Maiorana se associa ao desenvolvimento da comunicação regional, com investimento em jornalismo profissional e na continuidade de um projeto empresarial iniciado no pós-guerra e consolidado ao longo de décadas”. A entidade, que reúne todos os maiores veículos jornalísticos do País, registrou ainda que a morte da presidente do grupo Liberal “representa perda significativa para a imprensa brasileira e para o setor de comunicação na região Norte”.

INICIATIVAS

O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema Fiepa) também divulgou nota de pesar pelo falecimento de Lucidéa Maiorana e lembrou que sob sua liderança o grupo ampliou sua atuação e se firmou como referência na comunicação regional, “com forte contribuição para o jornalismo, a cultura e a educação no Pará - incluindo o incentivo a iniciativas como o Arte Pará”. Na nota, a entidade  afirma ainda que o legado de dona Déa permanecerá “como exemplo de dedicação, sensibilidade social e compromisso com o desenvolvimento do Estado”.

PIONEIRA

O Conselho da Mulher Empresária da Associação Comercial do Pará (CME-PA) foi outra entidade que homenageou dona Déa, horas após sua partida. Em nota divulgada nas redes sociais, a entidade classificou a presidente do Grupo Liberal como grande incentivadora de ações sociais e culturais e lembrou que dona Déa foi a primeira paraense a receber o Prêmio de Empreendedora do Ano, concedido pelo Conselho em 1998. “Neste momento de luto, nos solidarizamos com os familiares e amigos, enquanto celebramos o legado e os feitos de Dona Déa que inspiram outras mulheres empreendedoras”, finaliza a nota.

TRISTEZA

O ex-governador Helder Barbalho afirmou ter recebido com tristeza a notícia do falecimento de Déa Maiorana. O senador Jader falou dos relevantes serviços prestados pela matriarca à comunicação no Estado. “Minha solidariedade aos familiares e amigos e que Deus a receba na sua imensa glória”, escreveu. O prefeito de Belém, Igor Normando, afirmou que o legado e dedicação de dona Déa jamais serão esquecidos. O ex-ministro das Cidades Jader Filho se manifestou afirmando que a presidente do Grupo Liberal “teve papel decisivo na construção da história da imprensa em nosso Estado”.

DESPEDIDA

Mantendo o espírito reservado de dona Lucidéa Maiorana, a família optou por uma cerimônia de despedida íntima. O velório foi realizado na capela do Cemitério e Crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O corpo foi cremado e as cinzas serão trazidas para Belém. Dona Déa faleceu na noite da quinta-feira (30), em São Paulo. Além das notas oficiais e homenagens das autoridades, os filhos e netos receberam milhares de mensagens de apoio neste momento de luto. Em comunicado, a família agradeceu as manifestações de carinho e solidariedade recebidas.

EM POUCAS LINHAS

O falecimento de dona Déa Maiorana despertou uma onda de solidariedade à família da matriarca. As mensagens de apoio e solidariedade chegaram por e-mail, aplicativos como o Whatsapp e por meio das redes sociais.

Um ponto comum em todas foi o destaque de dona Déa como um exemplo de empresária e sua dedicação às causas culturais e sociais. 

Outra das paixões de dona Déa era o paisagismo. Em momentos de lazer, ela fazia questão de cuidar pessoalmente das plantas que ornamentam a sede do grupo, onde funciona o jornal O Liberal, na travessa Romulo Maiorana, em Belém. Construído nos anos 1990, o prédio é reconhecido ainda hoje como uma das belas sedes de jornal do Brasil.

Embora presidente de um dos maiores grupos de comunicação do País e uma das figuras mais conhecidas da sociedade paraense, dona Déa sempre teve uma natureza reservada. Evitava até mesmo dar entrevista. Amigos mais próximos contam que ela costumava ser tímida e, quando podia, preferia ficar longe dos holofotes.

O deputado federal Raimundo Santos (PSD-PA) apresentou requerimento de voto de pesar pelo falecimento de Déa Maiorana. Ele já havia manifestado pêsames e solidariedade em suas redes sociais à família da empresária, funcionários e amigos.

Na proposição à Câmara dos Deputados, o parlamentar afirmou que “ela tornou-se grande personalidade em nossa sociedade e na Imprensa do Estado do Pará ao ter empreendido, a partir de 1966, um dos maiores conglomerados de comunicação do País junto ao seu esposo, o pernambucano Romulo Maiorana (1922-1986)”.

Em momento de dor, o presidente executivo do grupo Liberal, Ronaldo Maiorana, afirmou que para ele, a mãe será eterna.

Como diria o poeta Carlos Drummond, “Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho”.

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