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LINOMAR BAHIA

Jornalista e radialista profissional. Exerceu as funções de repórter, redator e editor de jornais e revistas, locutor, apresentador e diretor de emissoras de rádio e televisão. Articulista dominical de O Liberal há mais de 10 anos e redator de memoriais, pronunciamentos e textos literários. | linomarbahiajor@gmail.com

Tabuleiro eleitoral

Linomar Bahia

Essa é um dos simbolismos, provavelmente o mais adequado, com que são denominadas as ações políticas e partidárias de políticos experientes, calejados por inúmeras, não raro, maquiavélicas articulações e eleições em que vale tudo, inclusive matar e morrer. Períodos imperiais e republicanos povoam a história do Brasil com personagens e episódios marcados por práticas e manobras impregnadas de astúcia, perspicácia, senso de oportunidade, pragmatismo, traições, atentados contra a vida e assassinatos. Têm sido cunhadas máximas que bem resumem esses movimentos e se incorporam como indispensáveis no glossário da política profissional, enriquecido a cada necessidade com novas expressões e frases conforme as circunstâncias.

Para não ir muito longe na linha do tempo, em que se inscrevem ocorrências emblemáticas, como a “Inconfidência Mineira” e o martírio de “Tiradentes”, basta cingir a memória das épocas recentes a alguns hábeis negociadores e construtores de situações, contra ou a favor de algo, conforme os interesses e conveniências em causa. Entre eles Getúlio Vargas, em nível nacional, a quem é atribuído haver dito que “em política, não existem amigos definitivos nem inimigos irreconciliáveis”.

Entre nós, Magalhães Barata, a quem é atribuída a frase “para os amigos, os favores da lei; para os inimigos, os rigores da lei”, ambos reconhecidos pelas habilidades e oportunismo com que se celebrizaram e se mantêm lembrados por brasileiros e paraenses.

Há estreita relação entre a atuação na política e os meios de comunicação, observando a regra fundamental, segundo a qual deve proceder, a exemplo da exposição ao sol, no horário e pelo tempo certo, para não correr o risco de se queimar. Ou, como na administração de medicamentos, usar na dose certa porque, se for de menos, pode não curar, mas, acaso seja demais, pode matar o paciente. Coube, a propósito, lição considerada sábia de saudoso colunista da imprensa nacional, sintetizada na frase “falem mal de mim, mas falem. É horrível quando nem mal falam, deixando a gente no esquecimento”. Tem candidato fazendo isso, sobre tudo, o tempo todo, mesmo arriscando o ridículo, como sugeriu o “guru” da comunicação norte-americana.

Às vésperas de nova eleição, há intensa movimentação no tabuleiro eleitoral, requerendo a atenção e a argúcia dos concorrentes aos cargos a prêmio, em especial presidente da República, governadores de Estados e Senadores. Pretendentes são transformados nas peças desse jogo, que exige perspicácia a cada mexida, sob pena de perder a jogada e ficar “queimado” por falta de oportunismo e consequente alijamento das urnas. Agora, por exemplo, demoraram a entender o sentido do movimento das pedras sobre a redução dos preços dos combustíveis e “pacotão de bondades”. Reagindo contra medidas de extrema popularidade, alguns podem ter perdido o ganho eleitoral, enquanto outros, pelo contrário, correm para contabilizar os votos.

 

Linomar Bahia é jornalista e escritor

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