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LINOMAR BAHIA

Jornalista e radialista profissional. Exerceu as funções de repórter, redator e editor de jornais e revistas, locutor, apresentador e diretor de emissoras de rádio e televisão. Articulista dominical de O Liberal há mais de 10 anos e redator de memoriais, pronunciamentos e textos literários. | linomarbahiajor@gmail.com

Perguntas à espera de respostas

Linomar Bahia

Quem efetivamente são? Quais os reais objetivos? Quem banca os custos? São algumas das perguntas à espera de respostas, em tantos episódios semelhantes, minimizados pela comoção pontual, como agora, pelos assassinatos durante incursões não autorizadas na Amazônia. Episódios assim sempre são contaminados pelo exibicionismo e ideologias que, entretanto, silenciaram quando um jovem brasileiro foi morto pela polícia inglesa num metrô de Londres. Enquanto aqui as emoções exaltaram as vítimas como protetores dos índios e defensores da floresta, na terra da rainha o assassinato foi atribuído a um acidente. Como nada acontece por acaso, cabe investigar os “porquês” de incursões nunca bem explicadas pelas inóspitas selvas amazônicas.

Há séculos a Amazônia vem sedo objeto de todas as formas de espoliação dos componentes do diversificado bioma, considerado a maior reserva do planeta. Remete ao contrabando histórico da essência do pau rosa para os famosos perfumes franceses, e das seringueiras para a Ásia, pondo fim ao apogeu econômico do ciclo da borracha entre 1880 e 1910. Restaram apenas memórias dos eventos faustosos da época e os monumentais Teatro da Paz, em Belém, e o Teatro Amazonas, em Manaus.    Os tempos mudaram, passando a floresta a ser explorada pelas atividades garimpeiras e a extração da madeira, facilitadas pela camuflagem das florestas que cobrem os cursos d´água, os disfarces e a cumplicidade de quem conhece os tortuosos caminhos.

Difícil, senão impossível, quantificar quantos e como já morreram em mais de 400 anos de incursões autorizadas e ilegais à floresta, atraídas pelas lendas e mistérios que envolvem as múltiplas características e potencialidades da região. Tiram proveito das carências enquanto se apropriam das riquezas. Potências internacionais propagam que a Amazônia não é brasileira, mas pertence ao mundo, com projetos como do “grande lago amazônico” do futurólogo Herman Kahn, do “Hudson Institute”, que inundaria mais da metade da região, inclusive meia Manaus. Em continuadas ações, entre sutis e agressivas, “ongs”, promovem campanhas que incluem adesivos em carros nos Estados Unidos, exibindo a inscrição “Salve a Amazônia, mate um brasileiro”.

Tanto quanto a elucidação e punição dos culpados por assassinatos e pela permanente espoliação dos recursos naturais, há que ser desvendado a quem interessam as incursões à selva, quais os objetivos das relações obscuras com os povos e as riquezas que dizem existir nas terras indígenas e quem paga a conta. Ou alguém tem a ingenuidade de acreditar em “amor à causa” por quem troca os confortos urbanos pelos riscos selvagens, inclusive de morte? Há, ainda, alerta para os conceitos que fundamentam a “vitimologia”, teoria desenvolvida pelo criminalista romano-israelita Benjamin Mendelsohn no “pós-segunda guerra mundial”, sobre as hipóteses em que a vítima pratica ações e toma decisões que a transformam em vítima.

 

Linomar Bahia é jornalista e escritor

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Linomar Bahia
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