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Mayara Domont

Assistente Social formada pela Universidade Federal do Pará, Especialista em Gestão, Consultoria, Auditoria, Perícia e Fiscalização Ambiental, mentora de redes sociais, graduanda em Marketing pela Estácio, ministrou aulas em disciplinas na área ambiental pelo IFPA, e possuia a loja online Mel Camisetas de Produtos Católicos. Começou a carreira como assistente social em projetos socioambientais, mas desde muito jovem se encantou pelo mundo digital e das vendas, bem como pela tarefa de treinar e desenvolver pessoas na área de tecnologias, redes sociais e vendas, focando na acessibilidade digital. consultmaydomont@gmail.com @consult_mayaradomont

Casa conectada, panela queimada!

Mayara Domont

Vivemos a era da internet das coisas onde adquirimos cada vez mais objetos que se conectam entre si como uma grande rede que se comunica. 

Lá vem ela falar difícil! Não, gente, é fato! A TV conectada à caixa de som.  A caixa de som conectada ao smartphone. O smartphone conectado à Alexa, a Alexa conectada com toda sua rotina.

O que que é isso?

Sensores nas lâmpadas, fogão com aviso de tempo de cozimento, geladeira avisa o que acabou, air fryer que só falta harmonizar os pratos.

Tudo isso só funciona com a internet!

Certo dia… chá no fogo, internet das coisas rodando perfeitamente, casa toda conectada, e lá vem o rapaz, que pôs o chá no fogo, de repente se anima com sua série de streaming e lá estava o chá… fervendo... esquecido.

A esposa esqueceu de pagar a concessionária de internet! Tudo para!

Caiu a internet, e agora?! Casa desconectada. Panela queimada, a porta com câmeras não identifica a filha que tá na porta do prédio debaixo de chuva. 

Cadê a conexão? Onde foi parar a casa inteligente. 

Hoje vivemos assim! Dependentes da internet, wi-fi, dados da operadora. Antes era somente a energia elétrica. 

Nem pagar o Pix do Uber da filha se conseguiu pagar. A rede de internet de telefonia caiu com a chuva!

Que saudade daquele telefone com fio, do tempo que se esperava o chá ferver e rolava um papo com a esposa enquanto isso. 

A inteligência da casa precisa começar pelo nosso discernimento de não ficarmos reféns tecnológicos, porém usa-lá ao nosso favor. 

Voltemos para a lamparina? Não. Mas percebam as crianças de hoje. Totalmente dependentes dos objetos que se conectam por toda casa. A mãe grava a rotina completa do filho. A babá até foi dispensada. 

Papel com anotações na geladeira? Faz tempo. Não há mal algum usar a tecnologia a nosso favor, mas não podemos ser meros acessórios dela, mas o contrário.

A internet das coisas vem agregar agilidade e facilidades, mas quem nasceu nessa geração sabe acender um fósforo? Tenho minhas dúvidas.

Minha geração veio da era da gasolina, álcool e diesel e está chegando à era do nitrogênio.

Ensinar nossos filhos as coisas simples da vida também pode vir acompanhado do aprendizado da Inteligência Artificial. 

Conexão familiar ou com a natureza precisa vir antes da conexão tecnológica! Dá pra sobreviver sem internet quando a família tá ao redor da mesa? Dá sim! Lançado o desafio!

 

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