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O Liberal 80 anos
Marco Antônio Moreira

CINE NEWS

Coluna assinada pelo presidente da Associação dos Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), membro-fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) e membro da Academia Paraense de Ciências (APC). Mestre e Doutor em Artes (PPGARTES) pela UFPA, professor do Curso de Cinema e Audiovisual da UFPA, coordenador-geral do Centro de Estudos Cinematográficos (CEC), crítico de cinema e pesquisador.

Cine News

Memórias das Salas de Cinema de Belém

Marco Antonio Moreira

16 de outubro de 2026 às 18:00

No dia 19 de outubro, às 18h30, estarei na Casa das Artes para coordenar o quarto encontro do projeto Memórias da Cinefilia Amazônida, dedicado às salas de cinema de Belém. A entrada é gratuita. A proposta do projeto é reunir cinéfilos, pesquisadores, críticos e espectadores para conversar sobre a história e a memória dos cinemas que marcaram a vida cultural da cidade. Cinemas 1, 2 e 3 (foto), Olympia, Nazaré, Moderno, Palácio, Independência, Argus, Iracema, Ópera, Cines Castanheira e Cines Doca são alguns dos espaços que fazem parte da história de gerações de espectadores.

Mais do que recordar antigas salas de exibição, quero compartilhar experiências, histórias e afetos relacionados aos filmes que vimos, aos cinemas que frequentamos e às descobertas que fizeram parte da nossa formação cinéfila. Também pretendo discutir as transformações dos hábitos de assistir a filmes, o desaparecimento dos cinemas de rua, a expansão dos complexos comerciais e os desafios para preservar a memória cinematográfica de Belém.

Acredito que falar das salas de cinema é falar da própria experiência de viver o cinema: os filmes descobertos na tela grande, os encontros, as amizades, os debates e as lembranças que permanecem conosco. Preservar essas histórias é reconhecer que a cinefilia paraense também se construiu nesses espaços de encontro entre filmes e espectadores. Afinal, preservar a memória dos cinemas é também preservar uma parte da história cultural de Belém e da nossa própria história como cinéfilos.

O Memórias da Cinefilia Amazônida é um projeto de pesquisa coordenado por mim, vinculado ao Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Pará (UFPA). Seu objetivo é pesquisar, preservar e divulgar a memória da cinefilia amazônida, reunindo histórias de filmes, cineclubes, críticos, pesquisadores, salas de exibição, livros e experiências do público com o cinema na Amazônia.

A iniciativa valoriza a participação dos espectadores na construção da história do cinema e busca transformar lembranças individuais em memória coletiva.

Convido todos os cinéfilos, pesquisadores e apaixonados pelo cinema a participar deste encontro, que será uma oportunidade de compartilhar lembranças, experiências e histórias sobre as salas de cinema de Belém. Espero vocês para essa conversa sobre a nossa cinefilia e a importância de preservar a memória cinematográfica da cidade.

Viva os cinemas de rua de Belém e de todos os lugares do mundo! Viva o que eles significam em nossas memórias, afetividades e experiências de uma cinefilia compartilhada por meio de tantos filmes diversos, que encantaram gerações de espectadores e permanecem como referências para aqueles que jamais esquecerão o ritual mágico de assistir a um filme em uma bela sala de cinema!

O 4º encontro do projeto Memórias da Cinefilia Amazônida acontecerá no dia 19 de outubro, às 18h30, na Casa das Artes, com entrada gratuita.

Vamos celebrar nossas memórias, compartilhar histórias e reafirmar o amor pelo cinema e por suas inesquecíveis salas de exibição. Não perca!

II FIFEP celebra os 40 anos do Vídeo nas Aldeias

O VII Festival Internacional de Cinemas dos Povos (FIFEP) acontece de 15 a 21 de outubro, no Cine Líbero Luxardo, em Belém, com entrada gratuita. A programação homenageia os 40 anos do Vídeo nas Aldeias, sob o tema As Imagens Continuam Respirando, e reúne produções que valorizam as culturas indígenas, a memória e a diversidade dos povos.

Entre os destaques estão A Festa da Moça, de Vincent Carelli; Xingu, Nosso Rio Sagrado; Já Me Transformei em Imagem; Divino: Sua Alma, Sua Lente; e Yaõkwá – Imagem e Memória. O festival também promove as mostras competitivas Jean Rouch e Divino Tserewahú, masterclasses, debates e encontros com cineastas e pesquisadores, incluindo Vincent Carelli, Divino Tserewahú, Tita e Ailton Krenak.

Agradeço ao coordenador e amigo Alessandro Campos pela bela oportunidade de participar do festival como jurado oficial. A programação completa está disponível em festivaldopara.com.br/2026.

Seminário de Crítica Cinematográfica

O II Seminário de Crítica Cinematográfica da Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA) acontecerá na segunda quinzena de novembro, na Casa das Artes, em data que será confirmada nas próximas semanas.

A proposta da ACCPA é estimular o estudo, a pesquisa e a crítica cinematográfica como caminhos para ampliar o conhecimento, promover o debate e valorizar a história do cinema, fortalecendo a cinefilia e a reflexão sobre a arte cinematográfica.

Dicas da semana

VII Festival Internacional de Cinemas dos Povos (FIFEP). De 15 a 21 de outubro. Entrada gratuita (Cine Líbero Luxardo).

Fúria Sanguinária de Raoul Walsh. Com James Cagney. Cody Jarrett é o sádico líder de uma temida gangue. Extremamente violento, ele tem verdadeira devoção pela mãe e considera-se invencível, mas tem sua liderança ameaçada pela ambição de um inimigo (Cineclube SINDMEPA. Terça-feira, dia 20/10. Horário: 19h. Entrada gratuita)