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Marco Antônio Moreira

CINE NEWS

Coluna assinada pelo presidente da Associação dos Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), membro-fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) e membro da Academia Paraense de Ciências (APC). Mestre e Doutor em Artes (PPGARTES) pela UFPA, professor do Curso de Cinema e Audiovisual da UFPA, coordenador-geral do Centro de Estudos Cinematográficos (CEC), crítico de cinema e pesquisador.

CINE NEWS

Filmes que completam 50 anos em 2026

Marco Antonio Moreira

4 de setembro de 2026 às 18:00

Taxi Driver com Robert De Niro é considerado um dos maiores clássicos do cinema.

Taxi Driver com Robert De Niro é considerado um dos maiores clássicos do cinema. ( Foto: Reprodução )

Pesquisar sobre filmes é sempre um instigante ato cinéfilo. Perceber a importância de muitos filmes depois de tantos anos de suas estreias torna as pesquisas ainda mais estimulantes, despertando o interesse para assistir ou rever obras que marcaram época. 1976 foi um ano expressivo para o cinema internacional e nacional, com muitas obras que continuam relevantes e que representam intensamente o contexto histórico e social do período em que foram produzidas.

(Imagem: Divulgação)
(Imagem: Divulgação)

Por isso, vale compartilhar com o leitor uma relação de filmes que estrearam em 1976 e que completam 50 anos em 2026, como forma de estimular e ampliar sua cinefilia diante de tantos filmes excelentes, de Taxi Driver, de Martin Scorsese, a Cría Cuervos, de Carlos Saura; de O Inquilino, de Roman Polanski, a Todos os Homens do Presidente, de Alan J. Pakula.

Legenda (Imagem: Divulgação)
Legenda (Imagem: Divulgação)

Assista a esses filmes e tenha ótimas sessões de cinema! Viva o ano cinematográfico de 1976!

Cinema internacional

Taxi Driver Motorista de Táxi de Martin Scorsese, Todos os Homens do Presidente de Alan J. Pakula, Rocky Um Lutador de John G. Avildsen, Rede de Intrigas de Sidney Lumet, Carrie, a Estranha de Brian De Palma, A Profecia de Richard Donner, O Inquilino de Roman Polanski, Cría Cuervos de Carlos Saura, Assalto na 13 DP de John Carpenter, Josey Wales O Fora da Lei de Clint Eastwood, Maratona da Morte de John Schlesinger, Esta terra é minha terra de Hal Ashby, Fuga no século XXIII de Michael Anderson, Harlan Country de Barbara Kopple, O Homem que caiu na Terra de Nicolas Roeg, Feios, Sujos e Malvados de Ettore Scola, Trágica Obsessão de Brian de Palma, Coração de Cristal de Werner Herzog, Música e Fantasia de Bruno Bozzeto, Testa de Ferro por Acaso de Martin Ritt, Casanova de Federico Fellini, O Império dos Sentidos de Nagisa Oshima, 1900 de Bernardo Bertolucci, O Inocente de Luchino Visconte e Face a Face de Ingmar Bergman.

Cinema brasileiro

Xica da Silva  Cacá Diegues, Dona Flor e Seus Dois Maridos de Bruno Barreto, Os Doces Bárbaros de Jom Tob Azulay, O Casamento de Arnaldo Jabor, Lúcio Flávio O Passageiro da Agonia de Hector Babenco, Soledade A Bagaceira de Paulo Thiago, Aleluia, Gretchen de Sylvio Back, Inferno Carnal de José Mojica Marins, Crueldade Mortal de Luiz Paulino dos Santos.

Curry

Minha lembrança de Tim Curry está inevitavelmente ligada a A Lenda (Legend, 1985), de Ridley Scott, filme que assisti no cinema e no qual ele interpreta o Senhor das Trevas, uma das encarnações mais fascinantes do mal no cinema fantástico. Curry estava simplesmente genial: assustador, teatral, exagerado e, ao mesmo tempo, sedutor em um personagem difícil e complexo. Sua presença em cena era impossível de ignorar. Eu já conhecia, naturalmente, sua participação como protagonista de The Rocky Horror Picture Show (1975), mas o filme permaneceu proibido no Brasil durante anos. Somente no final dos anos 1980 pude finalmente assisti-lo e descobrir, em toda a sua exuberância, o genial Dr. Frank-N-Furter, talvez um dos personagens mais delirantes, provocadores e inesquecíveis da história do cinema.

Tim Curry é daqueles atores cuja presença ultrapassa o personagem. Ele se apropria de cada papel com uma mistura rara de teatralidade, irreverência, humor e estranheza. É um ator que parece sempre encontrar uma maneira de deixar sua marca. Um dos destaques de sua filmografia é Os Sete Suspeitos (1985). Mas acredito que, para a maioria dos cinéfilos, será impossível falar de Tim Curry sem lembrar de The Rocky Horror Picture Show, um dos filmes mais anárquicos, transgressivos e delirantes dos loucos anos 1970. Um filme que continua desafiando convenções, celebrando a liberdade e lembrando que o cinema também pode ser excesso, provocação e irreverência.

E talvez seja justamente por isso que os anos 1970 mereçam ser revisitados com mais atenção por todos aqueles que amam o cinema: uma década em que Hollywood e o cinema independente ousaram romper padrões e tentar transformar a linguagem cinematográfica. Obrigado, Tim Curry!

MIS

Na sessão especial do documentário O Sal da Terra, de Wim Wenders e Juliano Delgado, no Museu de Imagem e Som (PA), tive a oportunidade de conhecer o diretor Juliano Delgado e conversar sobre o filme, especialmente sobre o cinema amazônico. Na conversa, combinamos de, em breve, retomar o contato para falar mais sobre o audiovisual paraense.

Dicas da semana

Acampamento Miasma, Refém por um fio, Akira (versão 4k) (Cine Líbero Luxardo).

Culpado por suspeita de Irwin Winkler. Com Rober De Niro, Annete Benning (Cineclube SINDMEPA. Dia 8/9. Horário: 19h. Entrada gratuita).