No sábado, um cruzamento abençoado de resultados e Papão vivo para a rodada do acesso, no próximo sábado. Como além de vencer o Brusque em Santa Catarina, o Paysandu ainda depende de vitória da Ferroviária sobre a Inter de Limeira, em Araraquara, a semana mede a fé dos bicolores na padroeira Nossa Senhora de Nazaré. É hora rezar tanto quanto torcer!
A esperança foi mantida, mas o cenário ainda é muito desafiador. Pelas limitações do time e por ser o último jogo da temporada, é jogo para bravura plena, espírito de superação, doação máxima. Vale um salto no mercado e na vida esportiva. Mas, obviamente, essa é a mesma ideia no Brusque, que só depende da própria vitória para subir. Enfim, a rodada final reserva um dramalhão!
Leão ao modo Carpini
Aproximação de peças e ações mais rápidas nas ações ofensivas. Seria assim o Leão ao modo Carpini? Time mais propositivo? Vejamos amanhã contra o Grêmio, considerando as contrariedades que havia no Baenão pelo jogo reativo de Léo Condé.
O Remo era um time com grande dificuldade para evoluir na troca de passes. Thiago Carpini chegando dizendo que não haveria espaço para "depois". A vida do clube na Série A teria que ser decidida com mais coragem, mais arrojo. O Remo já deu sinais nesse sentido contra o Santos, dois dias depois da chegada do novo técnico. Agora, com duas semanas de treinamentos, já dá para acreditar que o time expresse o modo Carpini. E se conseguir vencer o Grêmio, terá gás renovado para a luta contra rebaixamento.
BAIXINHAS
* A expectativa que há no Remo pelo efeito Carpini, há mais ainda no Grêmio com o ídolo Renato Gaúcho, junto com o também ídolo Luis Felipe Scolari. No Grêmio o 17° lugar, com 29 pontos, é mais desesperador que o 19° do Remo, com 23, pela diferença de impacto do rebaixamento.
* Marcelo Rangel; Marcelinho, Marlon, Zé Ivaldo, Marlon Matheus; Leonel Picco, Zé Ricardo, Victor Bueno; Pikachu, Gabriel Taliari, Galeano. A julgar pelo treino de ontem, esse é o time do Remo para enfrentar o Grêmio. O banco deverá ter Maiky, Jajá e Tchamba, que só hoje volta da seleção camaronesa.
* São raros os atletas que tratam a camisa do clube como "segunda pele" logo na primeira temporada. Marcinho, do Paysandu, é uma dessas raridades. Além de bom jogador, é um guerreiro, líder, plenamente identificado e compromissado com o clube.
* Márcio Tuma, presidente. Ícaro Sereni e Diego Moura, vices. Chapa única confirmada para as eleições do Paysandu. No Remo, está oficializada a candidatura de Glauber Gonçalves, tendo como vices Jean Klay e Guto Nobre. Inscrição de chapas até quinta-feira no Leão Azul.
* Terceiro cartão amarelo de Pedro Henrique causa uma perda impactante no Paysandu. É um jogador de muita força física, fundamental na marcação. O volante paraense já vai se apresentar ao Flamengo, que o comprou por R$ 3 milhões.
* A campanha frustrante do Botafogo/PB nesta Série C tem o centroavante Rodolfo (7 gols em 23 jogos na competição, 11 em 35 jogos na temporada). Rodolfo, ex-Cruzeiro, é o mesmo que disse "não" ao Remo em 2024, porque a esposa não aceitou vir pra Belém. É provável que ela tenha refletido e visto que prejudicou a carreira do marido.
* Tem sido frequente o "não" de esposas a Leão e Papão, inviabilizando contratações por rejeição a cidade, por ser muito quente, por ser muito distante, por violência, por preconceito. O grande atrativo é a paixão das torcidas, além do fato de os clubes virem pagando salários regularmente. O Papão de 2025 foi exceção.
* Carlos Alberto Dias, ídolo do Botafogo, técnico do Ipiranga de Pernambuco, que morreu ontem, iniciou a carreira de técnico no Castanhal, em 2015. Passagem muito breve.

