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O Liberal 80 anos
Carlos Ferreira

CARLOS FERREIRA

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro. | ferreiraliberal@yahoo.com.br

Carlos Ferreira

Reaprumar para não desandar

Carlos Ferreira

13 de outubro de 2026 às 14:16

( Foto: Thiago Gomes / O Liberal )

A permanência do Paysandu na Série C, em Recuperação Judicial, impõe à próxima gestão de Márcio Tuma o desafio de reaprumar as finanças para o clube não desandar. 

O Papão vai ser com as contas apertadas e com o agravante das rédeas curtas da Assembléia de Credores através da Justiça. Há muito o que administrar: contas, pressões, urgências do futebol, cobranças da torcida... Todas as decisões da gestão terão que ser cirúrgicas para cumprir determinações judiciais e manter competitividade em campo. Mais que competência, terá que haver sabedoria para que haja êxito. 

Honra e valorização movem azulinos

Thiago Carpini orienta a todos no Remo para que evitem cálculos e foquem no "jogo a jogo". Assim, trata de amenizar a pressão da luta contra o rendimento e move o grupo pelos ideais de honra e de valorização profissional. Afinal, os azulinos estão na preciosa vitrine da Série A. 

Contra o Grêmio o Remo teve discretos avanços. Nada que tornasse o time de Carpini diferente do time de Léo Condé. Contra o Vasco sim, o time teve novos sinais de organização, muito pelas funções de Zé Welison, que não esteve no jogo anterior. Como dublê de volante e zagueiro, com seus força física, Zé Welison deu imposição física e mais consistência a linha de zaga. O Vasco, que havia marcado 11 gols nos últimos quatro jogos, teve raras chances de gol.

Domingo, no Mangueirão, duelo com o Bragantino. Missão: quebrar o jejum de 10 rodadas sem vitória no campeonato. 

BAIXINHAS

* Suspensão de Marcelo Rangel, pelo terceiro amarelo, vai permitir a Ivan Quaresma fazer apenas o seu 8° jogo na temporada. O goleiro tem seis jogos pelo Leão Azul e um pelo Internacional. Desde 2022 ele não fazia mais de sete jogos na mesma temporada. 

* Acerto de contas e liberação dos profissionais. Dolorosa fase do Paysandu no fechamento desta temporada que deixa três títulos e a dor de um acesso que escapou por pouco. Depois, eleições do clube (dia 3 de novembro) e as providências para 2027, que vão implicar em ampla renovação do elenco, um recomeço. 

* Centroavante Juninho e o meia Matheus Vargas são nomes garantidos no elenco bicolor para 2027 por circunstâncias legais. Os dois se recuperam de cirurgia no joelho e o clube é obrigado a mantê-los empregados até a plena recuperação. Independente disso, são dois jogadores com potencial para ser úteis. 

* Com 33 gols na Série A, o Remo supera o Grêmio (32), o Corinthians (31) e a Chapecoense (29). A fraca artilharia do Leão Azul está em igualdade com Internacional e Vitória. O Bragantino, próximo adversário dos azulinos, tem apenas um gol a mais no campeonato, 34.

* Competições do Paysandu para 2027: campeonato estadual, Copa Norte e possibilidade de Copa Verde, Copa do Brasil e a Série C que terá 24 clubes e vai começar dia 4 de abril. Calendário de janeiro a outubro. Recomeço de projeto focado no acesso à Série B como principal meta. 

* Se o Remo conseguir o milagre da permanência na Série A, já estreia no próximo Campeonato Brasileiro no dia 27 de janeiro. Sendo confirmada a queda para a Série B, a estreia será dia 20 de março, duas semanas após o fechamento do campeonato estadual.

* Se há um grande vitorioso em particular no Paysandu de 2026 foi o garoto Pedro Henrique, projetado e transferido para o Flamengo. Em segundo plano, o meia Marcinho, que passou de coadjuvante na Chapecoense a protagonista ao Papão, quase um ídolo da nação bicolor.