Como se não bastasse a atuação pavorosa no primeiro tempo, o Paysandu tomou gol no começo do segundo tempo. A noite parecia ser de horror, mas logo veio a reação. Em 9 minutos, a virada no placar para 2 a 1.
O medo de errar fazia do Papão um time burocrático, sem ousadia. Ao tomar o gol, teve que mostrar atitude e reagiu. De repente, o time cresceu. Numa análise geral, atuação confusa, de um time desconexo, mas que fez o bastante para uma vitória preciosa, pelas circunstâncias. Para a Aparecidense a questão do jogo foi o pênalti polêmico, negado pelas imagens da televisão, mas confirmado pela arbitragem e convertido por Mário Sérgio.
Pelo menos, o interino Wilton Bezerra passa o comando técnico para Marquinhos Santos com os primeiros três pontos e o ambiente favorável.
Leão movido pela obstinação
Torcedores, dirigentes, atletas, comissão técnica... Todos os segmentos do Remo unidos e movidos pela obstinação do acesso à Série B. A campanha começa hoje, em SP, contra o aplaudido São Bernardo, time que fez grande sucesso no Campeonato Paulista.
O Leão Azul transmite confiança pelo que vem produzindo, mas começa com um dos jogos mais difíceis. Um empate já será resultado precioso para os azulinos, mas Marcelo Cabo e seus comandados falam numa conduta ofensiva, em busca da vitória. Tudo indica um grande jogo, pela proposta do time paraense e pela necessidade do time paulista.
BAIXINHAS
* Dupla de zaga do Remo recomeça missão que terminou com festa na temporada passada. Ícaro foi titular e subiu com o ABC. Diego Guerra, também titular, subiu com o Botafogo/SP. Do elenco remista, o goleiro Vinícius é o único remanescente do time que conquistou acesso em 2020.
* Segunda-feira, em Florianópolis, o Paysandu novamente em ação na Série C, desta vez contra o Figueirense. Ministério Público/SC quer proibição de acesso de torcedores do Papão, pelas brigas ocorridas ano passado no estádio do Figueira.
* Na capacidade técnica, na faixa de idade e nas característica, Muriqui faz lembrar Luiz Muller, 16 jogos e 15 gols pelo Remo em 1995. Luiz Muller vestiu azul marinho com 34 anos, dois a menos que Muriqui, autor de 8 gols em 13 jogos nesta temporada.
* Mário Sérgio (10 gols) está prestes a dar ao Paysandu a sétima artilharia do Parazão nas 23 edições dos anos 2000. Os bicolores Jobson e Valdomiro dividiram em 2002. Balão, Robgol, Moisés, Bergson e Nicolas levaram os demais prêmios.
* O Castanhal fez três artilheiros: Edil, Wegno e Dedeco. Tuna: Rato e Paulo Rangel (2). Remo: Rafael Paty e Fábio Oliveira. Paragominas: Aleílson e Michel. São Raimundo: Hélcio e Jeferson Monte Alegre. Águia: Marklecio e Branco.
* Artilharia única para o Cametá (Leandro Cearense), Rico (Pedreira), Sport Belém (Marajó) e Cris Maranhense (Bragantino). Há nomes sobrando por causa de alguns empates.
* Vinícius completa hoje 239 jogos pelo Leão Azul. Esse é o 7° campeonato brasileiro do goleiro vestindo a camisa remista, com um acesso e um rebaixamento.

