Já são sete rodadas da Série A sem vitória do Remo. Ontem, quarta derrota consecutiva: 2 x 1 para o Bahia. O Leão deu mais um passo de volta à Série B e tornou mais difícil a vida do pressionado técnico Léo Condé, sobretudo pela postura muito covarde no primeiro tempo. Condé deu gás aos que gritam pela sua saída.
O Bahia foi muito superior no primeiro tempo, quando o time azulino não se encaixou no sistema de três zagueiros. Na segunda metade do segundo tempo, o Leão Azul cresceu e esteve perto de empatar. Tomou o segundo gol de pênalti, descontou também de pênalti e o cenário vai ficando cada vez pior. Sábado o Remo vai receber o Santos, que está em ascensão. Como indicou Victor Bueno em entrevista ao final do jogo, o clima já é de resignação, mas com o compromisso de honrar a camisa e lutar enquanto os números derem esperança.
Mazola por efeito imediato
Por que Mazola Júnior para substituir Júnior Rocha? O Papão está apostando num técnico que não se prende ao melhor padrão de liderança. O tipo que faz efeito imediato, que conserta ou entorta de vez. No mínimo, essa troca é quebra da letargia, na cartada do desespero.
Além de arrojado e imprevisível nas atitudes, Mazola Júnior tem o seu valor como técnico. Mas a situação é muito adversa, a missão é muito desafiadora. Quatro jogos para virar herói ou ser só mais um nome no Papão de 2026. Domingo, 18:30, na Curuzu, o jogo da sobrevivência contra a Inter de Limeira.
BAIXINHAS
* Júnior Rocha saiu por uma situação insustentável, mas deixou o seu legado em 10 meses de trabalho no Papão. Três títulos regionais e 13 atletas da base lançados no time profissional. A derrocada do time, por uma conjunção de fatores, o tirou do cargo.
* A última visita de Mazola Júnior à Curuzu foi comandando o Ituano em 2021. Aplicou goleada (4 x 1) no acesso do Ituano à Série B. Depois comandou Novorizontino, Portuguesa, Náutico, Confiança e voltou para o Ituano, de onde vem para a terceira passagem pelo Paysandu.
* Essa derrocada do Papão no segundo semestre, depois de grande sucesso no primeiro semestre, é recorrente tanto no clube bicolor como no rival, Clube do Remo. Sempre assim: o sucesso na primeira metade da temporada produz vaidades, erros e perda de rumo.
* Geralmente, ocorre o inverso quando o primeiro semestre é de sofrimento. As cobranças geram união de esforços e reação. Quando a mentalidade não é tão profissional, as glórias embriagam, cegam e desmobilizam.
* Enquanto alguns discutem se a defesa de Marcelo Rangel contra o Flamengo foi ou não foi a principal deste campeonato, Rogério Ceni cumprimentou o goleiro do Remo, ontem, pelo que considerou a principal dos últimos 10 anos no futebol brasileiro.
* Inter de Limeira tem Miguel Bianconi em estado de graça. O centroavante se isolou na liderança da artilharia da Série C (9 gols). Na vice-atilharia estão Italo, Juninho, Nico Schiappacasse (ex-Amazonas, agora do Paysandu), João Pedro do Brusque e Nenê do Botafogo da Paraíba, todos com sete gols.
* Paraense Rony abriu mão da camisa 11 do Santos para Phelipe Coutinho. Rony passa a usar a camisa 33, que era o número dele no Atlético Mineiro e que justificou com motivo religioso, ao negar que houvesse relação com o seu Remo e com o tabu histórico no Re-Pa.

