Encerrado primeiro ciclo de visitas do projeto 'Círio na História'

Victor Furtado

O projeto "Círio na História", da Vale, encerrou o primeiro ciclo de atividades com uma avaliação positiva. Os 628 alunos, de 18 escolas participantes, puderam ter um contato diferente com tudo o que o Círio de Nossa Senhora de Nazaré representa: história, economia, cultura e também fé.

Mesmo estudantes e professores de outras religiões, doutrinas, filosofias de vida — ou mesmo quem não tem nenhuma religião — puderam saber mais sobre o evento católico, responsável por movimentar milhões de pessoas ao longo da Quadra Nazarena.

A Vale é patrocinadora do Círio há 17 anos. E apoiadora de muitas iniciativas ligadas a educação e cultura. A ideia central do Círio na História é unir essas duas áreas, agregando aos currículos escolares uma experiência diferente. Na prática, o projeto funciona como um circuito turístico.

Os alunos e professores passavam pelo Museu do Círio, Catedral da Sé, Memorial de Nazaré e então a Basílica Santuário. Tudo acompanhado pela historiadora Dayseane Ferraz. Ela explicava todos os símbolos e contextos das visitas. A última visita foi feita no dia 29 de novembro, com a escola estadual Lucy Correa de Araújo, de Ananindeua.

Ao final do primeiro ciclo, muitas escolas demonstraram interesse na atividade, adiantando uma demanda para o ano que vem. Possivelmente, o projeto será continuado e ampliado por conta dos resultados qualitativamente positivos, pontua Alan Siqueira, coordenador pedagógico do Círio na História. Mais do que o aprendizado, um dos retornos mais significativos para a Vale foi tocar corações e mentes de quem participou. Durante as visitas, não era difícil encontrar pessoas se emocionando, chorando, orando, se ajoelhando e se abrindo a aceitar símbolos de uma religião diferente.

"O Círio é um patrimônio imaterial do Pará e cultural imaterial da humanidade. Nosso principal objetivo era mostrar a relevância da festividade por isso. Mas também estimular o respeito entre pessoas, independente da religião. No decorrer das atividades, estudantes e professores têm liberdade para falar das próprias crenças também. É uma atividade dinâmica, diferente, estimulante. Algumas pessoas sequer tinham tido contato com o Círio antes, mesmo morando na Região Metropolitana de Belém", comentou Alan Siqueira.

Projeto amplia conhecimentos sobre a festa

Escola Amintas Pinheiro (Daniele Nogueira)

Cada escola que solicitou conseguia levar turmas de 35 a 50 alunos. Havia uma preocupação em abrir espaço para estudantes de 5 a 17 anos, dos turnos da manhã e da tarde, permitindo que mais pessoas pudessem ter chance. A experiência cabia das primeiras séries do fundamental até o último ano do ensino médio. Tudo tinha um foco adaptado para o público da visita.

"Percebemos que após as atividades, uma escola repassava os resultados da experiência para outra e a procura pelo projeto só aumentou. Muitos gestores escolares já estão perguntando se haverá uma nova edição no ano que vem e até gente já tentando reservar a oportunidade. Então o resultado foi positivo, do ponto de vista pedagógico, social e pessoal de cada participante", concluiu Alan.

EEEFM Oneide de Souza Tavares (Daniele Nogueira)

Essas respostas e experiências específicas foram evidentes com a visita da escola municipal Frederico Santos de Souza, do Distrito Industrial de Ananindeua. "Os alunos, com certeza, adquiriram novos conhecimentos e enriqueceram a própria cultura. Alguns nunca tiveram a oportunidade de visitar as igrejas ou de conhecer um museu. Conheceram a história do evento e ficaram encantados. Mesmo que alguns vivam em famílias religiosas, não conheciam tudo", comentou Vanda Cabral, diretora da instituição.

“Ficamos felizes de contribuir para a preservação deste importante patrimônio cultural do povo paraense. E, em 2019, ao patrocinar o projeto Círio na História entendemos que estamos dando uma contribuição a mais — difundindo entre alunos de escolas públicas de Belém — a memória desta tradição. Além disso, reforça nossa crença de que a cultura une muitas histórias que, todos os anos, se renovam no Círio de Nazaré”, declarou Ana Rita Freitas, gerente de Comunicação da Vale no Pará.

Na avaliação da historiadora Dayseane Ferraz, que guiou as visitas, o projeto deu um novo significado a símbolos e eventos que, a cada ano, invadem a rotina da Região Metropolitana de Belém. "Conseguimos, em 18 visitas, aliar passeio, visita técnica e educação patrimonial em um projeto só. A amplitude dos grupos alcançados envolveu Belém e Ananindeua, com alunos de escolas públicas e privadas. Houve interação de estudantes evangélicos, católicos e espíritas nas discussões acerca da identidade e da cultura paraense. Ficou elucidado para alunos e professores as possibilidades de discutirmos memória, patrimônio e cultura por meio do Círio e tudo ao que ele está agregado”, disse.

Veja a lista de escolas participantes:

– Sistema de Ensino Amazônia
– Escola Nelson Pereira
– Núcleo de Estudos Oliveira
– Frederico Santos de Souza
– São Paulo
– CEAM
– José Alves Cunha
– Elaine Esmaelino
– Geraldo Manso Palmeira
– Amintas Pinheiro
– Oneide de Souza Tavares
– Casa da Criança
– EMEI Alana Souza Barboza (anexo pedagógico)
– Renausto Amanajás
– EMEI Alana Souza Barboza
– EM Amância Pantoja
– Pequeno Príncipe Avante
– Lucy Corrêa Araújo

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