No altar da cura, o sonho da maternidade

BARREIRA – Mulheres relatam que recorreram à Virgem de Nazaré para superar doenças que as impediam de engravidar

Valéria Barros

Há cinco anos o casal Márcia, 34 anos, e Alex, 45, tentava engravidar. “Estávamos casados há nove anos e em toda trasladação a gente pedia pra acontecer. Em 2016, eu tive um tumor no pâncreas e as chances diminuíam, mas as orações se intensificavam”, conta a pedagoga.

No mesmo ano, ela foi sorteada com a imagem da Santa que percorria as casas durante a peregrinação no bairro.

“Eu senti uma emoção forte, um sinal de que ficaria curada. E, de fato, me curei. Meu marido caminhou da Cidade Nova até a Basílica em agradecimento. O problema é que eu precisei retirar o pâncreas, me tornei diabética e ganhei um novo obstáculo para superar”. 

Após um longo tratamento, Márcia perguntou ao médico se podia ser mãe. Ouviu que seria bem difícil. Se fosse tentar, deveria esperar seis meses, pois seus órgãos precisavam se regenerar.

“Desde esse dia eu coloquei meu sonho de ser mãe nas mãos de Deus e de Nossa Senhora. Não tomei remédio para evitar a gravidez e, após sete meses, fiz o teste e deu positivo”.

Márcia levou a gestação só até o oitavo mês, por causa do diabetes. O bebê tinha quedas de glicemia.

“Minha Laurinha deu trabalho pra chegar, mas veio abençoada pela Virgem e, após três dias na UTI, já pôde sentir mais de perto nosso amor por ela”, relembra.

RISCO

“Tive eclampsia e descolamento de placenta durante minha primeira gravidez e meu filho não conseguiu sobreviver”, relata a técnica em enfermagem Ariene Marques Martins, 43 anos. O fato se repetiu algumas vezes, até o milagre que ela tanto sonhava. Ela havia adotado uma criança e teve um filho natural, mas, depois, foram 11 anos tentando sem sucesso.

“Foi num outubro que descobri uma nova gravidez. Meu marido nem era católico, mas fez promessa para que Nossa Senhora intercedesse por minha vida e da minha filha, pois eu era hipertensa e já havia sofrido demais, com muitos abortos espontâneos”.

Ariene teve mais uma gravidez de risco, mas uma forte aliada.

“Consegui levar a gravidez até o sétimo mês, e ela nasceu em abril, prematura de um quilo e meio e, até atingir o peso ideal, ficou internada na Santa Casa de Misericórdia. Ela saiu de lá dois meses depois, sem nenhum dano neurológico. Demos o nome de Maria Clara, pela devoção de minha mãe à Santa e por trazer tanta luz para as nossas vidas. Com tantos milagres e graças acontecendo, meu marido se converteu ao catolicismo e nos casamos em 2018”, relembra.

 “Vai ser um Círio diferente assistir pela TV, mas vamos fazer nossas orações e agradecer, pois, apesar de um ano de muito medo e incertezas, estamos com saúde. Espero que em 2021 tudo volte ao normal e possamos participar da trasladação, como gostamos de fazer todo ano”, planeja.

Círio
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