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Guarda de Nazaré faz corte da corda do Círio no início da Av Presidente Vargas

Imagens registradas mostram o momento em que a estrutura foi cortada durante a procissão em Belém.

O Liberal

11 de outubro de 2026 às 09:43

Estação 2 passa a ser a cabeça da procissão do Círio

Estação 2 passa a ser a cabeça da procissão do Círio ( Foto: Globoplay / reprodução )

Durante a procissão do Círio de Nazaré neste domingo (11), ocorreu o corte da corda quando a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré cumpria o percurso de 1,3 km da procissão em Belém. Em imagens exibidas ao vivo pela TV Liberal, um membro da Guarda de Nazaré aparece cortando a corda próximo à estrutura atrelada a uma das estações. Portando um objeto cortante, é possível observar o momento exato em que isso ocorre.

 A E3 foi desatrelada bem em frente à agência da Caixa Econômica Federal da Gaspar Viana.

Acompanhe a cobertura completa do Círio de Nazaré minuto a minuto

 Ao todo, cinco estações conduzem a imagem ao longo do trajeto por meio dos promesseiros.

Por volta das 9h30, a Estação 2 passou a ocupar a cabeça da corda, de acordo com a assessoria oficial da Diretoria da Festa de Nazaré (DFN). 

Na Trasladação, o corte ou rompimento do elemento também ocorreu ainda na avenida Nazaré. A DFN não se pronunciou sobre o ocorrido.

CORDA

A corda de 2026 foi produzida pelo quarto ano consecutivo no Pará, por meio de uma doação da Companhia Têxtil de Castanhal à Diretoria da Festa de Nazaré. A produção local começou em 2023, quando a fabricação, que até então era realizada em Santa Catarina, passou a ser feita em Castanhal.

Confeccionada com fibra de malva, a corda possui 800 metros de comprimento, divididos em dois trechos de 400 metros para o Círio e a Trasladação, e 60 milímetros de diâmetro. O material já é produzido adaptado às estações metálicas utilizadas no traslado das berlindas durante as procissões.

As fibras utilizadas na fabricação são cultivadas em mais de 20 municípios paraenses, em projetos de agricultura familiar que envolvem mais de mil famílias. Segundo a CTC, mais de mil toneladas de fibras de malva passam por diferentes etapas até chegar ao produto final.

Neste ano, o processo de desenvolvimento da corda foi realizado ao longo de sete meses, sendo três meses de planejamento e quatro de produção industrial. Mais de 480 colaboradores participaram das diferentes etapas de fabricação.

A mudança para a produção paraense também alterou a matéria-prima utilizada. Até 2022, a corda era confeccionada com sisal e produzida em Santa Catarina. A partir de 2023, passou a ser feita com malva cultivada no Pará. Além da resistência, a fibra regional deixa o material mais macio ao toque.