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Círio 2026

Corte antecipado da corda deixa 'buracos' na procissão; veja

Produzida em Castanhal, a corda tem 800 metros de comprimento e é dividida entre o Círio e a Trasladação

O Liberal

11 de outubro de 2026 às 10:32

( Foto: Reprodução/Globoplay )

O corte antecipado da corda durante a Grande Procissão do Círio de Nazaré, neste domingo (11), em Belém, foi seguido pela dispersão de fiéis e pela formação de espaços vazios no percurso. Imagens exibidas ao vivo pela TV Liberal mostram o momento em que um integrante da Guarda de Nazaré utiliza um objeto cortante para seccionar a corda, próximo à estrutura ligada a uma das estações.

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A ação ocorreu enquanto a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré percorria o trajeto de 1,3 km da procissão. Após o corte, imagens registraram trechos com espaços entre os grupos de devotos, formando “buracos” no cortejo.

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A Estação 3 (E3) foi desatrelada em frente à agência da Caixa Econômica Federal, na avenida Gaspar Viana. Ao todo, cinco estações conduzem a imagem ao longo do percurso, com a participação dos promesseiros. Por volta das 9h30, a Estação 2 passou a ocupar a dianteira da corda, segundo a assessoria da Diretoria da Festa de Nazaré (DFN).

Na Trasladação, realizada no sábado (10), o corte ou rompimento da corda também ocorreu ainda na avenida Nazaré. Até o momento, a DFN não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

Corda do Círio 2026

Pelo quarto ano consecutivo, a corda do Círio foi produzida no Pará, por meio de uma doação da Companhia Têxtil de Castanhal (CTC) à Diretoria da Festa de Nazaré. A fabricação no estado começou em 2023, após a produção ser transferida de Santa Catarina para Castanhal.

Confeccionada com fibra de malva, a corda tem 800 metros de comprimento, divididos em dois trechos de 400 metros para o Círio e a Trasladação, e 60 milímetros de diâmetro. O material é fabricado com adaptações para as estações metálicas utilizadas no deslocamento das berlindas.

As fibras são cultivadas em mais de 20 municípios paraenses, em projetos de agricultura familiar que envolvem mais de mil famílias. Segundo a CTC, mais de mil toneladas de fibras de malva passam pelas etapas de processamento até a fabricação do produto final.

Neste ano, o desenvolvimento da corda levou sete meses, sendo três de planejamento e quatro de produção industrial. Mais de 480 colaboradores participaram das diferentes etapas de fabricação.