A corda da Trasladação do Círio de Nazaré rompeu no início da procissão, na noite deste sábado (10), em Belém. O incidente atrasou o andamento da romaria e deixou a berlinda parada por quase uma hora em frente à Praça Santuário.
Após a interrupção, a Imagem Peregrina retomou o percurso pela avenida Nazaré, mas o cortejo seguiu lentamente, enquanto os promesseiros continuaram acompanhando a procissão.
Segundo informações preliminares, a corda teria se rompido em diferentes trechos, ficando dividida em vários pedaços. O problema teria começado na ligação entre as estações 4 e 5. Com isso, a E5 passou a seguir sem acompanhar a berlinda e a E4 se tornou a cabeça. Policiais militares e integrantes do Exército auxiliaram na condução dos fragmentos da corda.
Corda do Círio é produzida no Pará há quatro anos
Pelo quarto ano consecutivo, a Companhia Têxtil de Castanhal (CTC) é responsável pela produção integral, no Pará, do material utilizado nas duas principais procissões da quadra nazarena: a Trasladação e o Círio de Nazaré.
A corda é confeccionada com fibras de malva cultivada no estado, atividade que envolve mais de mil famílias de agricultores familiares em mais de 20 municípios paraenses. A fabricação local fortalece a participação da produção regional em uma das maiores manifestações religiosas do Brasil.
Até 2022, a corda era produzida em Santa Catarina com fibra de sisal, um material vegetal resistente, mas mais rígido, que podia provocar cortes e ferimentos nos promesseiros durante as romarias.
A partir de 2023, a fabricação passou a ser realizada integralmente no Pará, com o uso de fibras de malva e juta, matérias-primas da região amazônica. Esses materiais são mais leves e macios, proporcionando maior conforto aos fiéis que seguram a corda ao longo do percurso.
O Liberal aguarda novas informações sobre o caso e a confirmação dos pontos de rompimento.

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