Católico praticante, atacante do Paysandu verá o Círio pela primeira vez

Apegado com a fé, Elielton jogará a final da Copa Verde

Nilson Cortinhas

Rápido com a bola no pé, o atacante do Paysandu - e católico -, Elielton, demorou para ter a chance de acompanhar um Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Fiel e devoto, o jogador já cumpriu um trajeto de aproximadamente 37 quilômetros entre Mojuí dos Campos e Santarém em uma espécie de mini-Círio. "Eu cumpri em menos de 12 horas. Mais ou menos, 10 horas", frisou.

Elielton explicou que o evento no Oeste paraense é uma caminhada católica em que se reverencia a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Nos últimos três anos, ele só não foi em 2017 por motivos de trabalho. Elielton é um católico praticante. "Vou à basílica toda a semana. Não posso ir aos domingos porque estou no trabalho. Mas vou nos dias da semana com a minha esposa".

Primeira vez

Apesar da devoção católica, o atacante do Paysandu é um dos paraenses que ainda não tiveram a oportunidade de acompanhar a maior manifestação religiosa do Pará. "Acompanhei muito o de Santarém. Estou aguardando com expectativa o de Belém. Que possamos receber boas energias de Nossa Senhora. Espero que seja um Círio abençoado", disse.

Elielton garante que só tem a agradecer, pois viveu um ano de afirmação no Paysandu e no futebol paraense. "Conquistei coisas boas. Foi um ano maravilhoso", afirmou. "Que possa abrir portas. Estou num local grande que é o Paysandu. Se for da vontade que eu permaneça... Se for da vontade que vá para outro local, que possa conquistar coisas grandes".

Começo tardio

Elielton chegou no início do ano na Curuzu. Foi uma contratação até surpreendente. Ele havia se desligado do Remo após um ano de altos e baixos. Estava no Tapajós disputando a segundinha e o Papão resolveu trazê-lo. Conseguiu obter a confiança do treinador bicolor, Hélio dos Anjos, e, em todo o ano, fez 22 jogos.

Velocista e de boa entrega tática, Elielton assinou um aditivo contratual e participará da final da Copa Verde - marcada para os dias 13 e 20 de novembro. É uma conquista para o atleta de 26 anos, nascido em Monte Alegre, no Baixo Amazonas. "Eu só jogava pelada. Não terminei o ensino médio. Até que o São Francisco foi fazer um amistoso em Monte Alegre. Fui convocado para a seleção local. Em 2012, assinei contrato com o São Francisco".

Apesar do começo tardio, com 19 anos, o sucesso foi repentino. Passou por Manaus, Ypiranga-AP São Raimundo, Guarani-SP, Mogi Mirim-SP, Tapajós e Remo. Foi campeão estadual em 2018, mas, em 2019, um dado o incomoda: "Ainda não fiz gol". Quem sabe no final da Copa Verde com a ajuda da santinha....

Círio
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