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Aprovados no vestibular têm gratidão eterna

Devotos alimentam o sentimento de gratidão mesmo após alcançarem uma vaga na universidade

Tainá Cavalcante

Não é de hoje que vestibulandos fazem promessas para Nossa Senhora de Nazaré próximo do Círio. Os pedidos, principalmente pela boa realização do teste e a aprovação na tão sonhada universidade, são os mais frequentes. Quando alcançam a graça - ou às vezes até antes de alcançarem - eles vão ao Círio para agradecer pela conquista. Muitos se juntam com outros amigos, por vezes que também pediram pela aprovação, e, em grupo, vão à celebração louvar a Virgem.

A estudante de medicina Deborah Nunes, 24, sabe bem como é esse processo: esse ano completa uma década desde o seu pedido pela aprovação e, em todo esse tempo, a universitária esteve em todas as trasladações como romeira da corda.

"Em 2010 eu estava no primeiro ano do ensino médio e nessa época já tinha que realizar a primeira etapa do vestibular. Não foi uma decisão repentina pelo curso de Medicina. Eu apenas nunca me imaginei, no futuro, fazendo outra coisa que não isso. Sabia que não seria fácil, mas como nada que a gente faz é sem a permissão de papai do céu, eu pedi que, se meu sonho estivesse nos planos Dele, eu fosse capaz de persistir até o fim, junto à intercessão e proteção de nossa senhora de Nazaré", conta Deborah. "Decidi então que a minha trajetória pra isso requeria esforço, persistência e fé: três coisas que eu poderia representar no trajeto da trasladação, na corda, ao levar a mãezinha até seu destino", completa, acrescentando que nunca encarou o trajeto como sofrimento ou obrigação, "bem como sabia que não era essa ação que me faria vitoriosa ou não. Apenas confiei, acreditei que seria possível e me entreguei pra essa missão que, diga-se de passagem, tenho orgulho, além de achar bonita demais".

A aprovação de Deborah, como ela já previa, não foi fácil. A estudante não conseguiu passar no curso em seu ano de convênio e, só depois de dois anos fazendo cursinho, a aprovação veio. Foram cinco anos indo na corda pedindo para passar e, ao conseguir, se comprometeu a continuar indo até, pelo menos, o fim de seu curso.

"Esse Círio completa o quinto ano de um agradecimento infinito pelo presente de vida que é seguir essa profissão. Ao todo, dez anos de uma devoção que só faz crescer", declara, ao afirmar que nunca deixou de agradecer e de creditar a vitória à Nossa Senhora, "seja em pensamento, seja quando a vejo nos corredores de hospitais ou nessa época maravilhosa de visitas, seja aos domingos na Basílica ajoelhada aos seus pés".

E essa devoção, que hoje ela diz constituir completamente sua vida, não era algo tido como prioridade pela futura médica. "Aparecia algo pra eu fazer e eu usava como desculpa [para não ir à igreja]" lembra. Segundo ela, entretanto, com o Círio sempre foi diferente. "Por mais que fé seja algo imaterial, nessa época parece ser bem visível pra mim. Mexe com qualquer um cada demonstração, em sua particularidade, de devoção à nossa mãezinha", expõe.

A universitária ainda ressalta que, mesmo já sendo romeira da corda há uma década, "a emoção é inexplicável a cada ano". "Sempre que tenho algo a pedir peço a intercessão de Maria junto ao meu pai que até hoje me fazem crer na misericórdia e no amor divino, renovando a cada dia minha fé por todas as graças já alcançadas. Tenho a certeza de que nunca estou só" afirma, explicando que "por isso, uma das coisas que mudaram foi a minha participação nas missas de domingo: uma prioridade hoje em dia". "Talvez não seja o suficiente, mas como tudo tem seu tempo, esse ainda é o meu começo na vida cristã e espero poder viver isso muito mais lá na frente" conclui.

Círio
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